Está
de volta aos palcos do Teatro Mario Covas, o espetáculo
”As Mentiras que os Homens Contam”
- baseada na obra de Luis Fernando Veríssimo,
com direção de Darson Ribeiro, nos
dias 19 e 20 de janeiro, sexta e sábado,
às 21 horas. A classificação
etária é de 12 anos. Os ingressos
custam R$ 30,00 e R$ 15,00 a meia-entrada.
No elenco da comédia, Victor Wagner, Sergio
Lelys, Bruno Sciuto, Lyliah, Virna, Carla Pagani
e Richard Vieira(elenco sbt), iluminação
de Aurélio de Simone e composição
e interpretação musical de Mário
Gomes. Mais informações pelo telefone
(12) 3881 2623.
A comédia
Futebol. Futebol e mulheres. Futebol, mulheres
e amigos. Futebol, mulheres, amigos e vaidade.
Todos esses temas tão presentes no universo
masculino, aliados às confusões
causadas por "pequenas mentiras",
São o pano de fundo da comédia
“As Mentiras que os Homens Contam”.
A peça fala da História de Jorge
Victor Wagner (Xica da Silva e Mandacaru ) e
Carla Lilyah Virna : um casal "normal",
que vive os problemas e as alegrias de qualquer
relacionamento, em meio a tipos bastante comuns
na vida de qualquer pessoa: os amigos sacanas,(
Sergio Lelys e Bruno Sciuto) os filhos, os possíveis
amantes. "No livro, pequenas Histórias
colocam os personagens em situações
embaraçosas devido a mentiras inocentes,
como a do casal que mente para cancelar um compromisso
na casa de um amigo, e se vê obrigado
a se esconder, pois os amigos fazem de tudo,
para checar se é verdade ou mentira.
Luís Fernando Veríssimo, que é
dono do texto em que a simbiose entre humor
e inteligência é extraordinária,
escreve sobre personagens que parecem conviver
conosco, e momentos que já vivenciamos".
As Mentiras que os Homens Contam, best seller
de Luis Fernando Veríssimo (com mais
de 310 mil cópias vendidas) ficou entre
os livros mais lidos e indicados pela revista
Veja por mais de 115 semanas, ganhou vida no
teatro.
Depois de uma temporada no Rio de Janeiro e
São Paulo, inicia uma nova tournée
a partir de abril 2006 “há uma
grande identificação do público,
sobre as mentiras que os homens contam - diz
Veríssimo, o que acontece de maneira
quase inevitável: os homens não
mentem para as mulheres e sim pelas mulheres,
conclui o autor. Foi assim com mãe, com
a namorada, com a sogra. É questão
de sobrevivência.
O autor que é uma Paixão Nacional
A arte de fazer uma radiografia bem-humorada
da alma do brasileiro transformou Luis Fernando
Veríssimo num campeão da literatura.
Pergunte ao seu vizinho qual o escritor brasileiro
de maior sucesso nos últimos anos. Do
ano 2000 para cá, quem mais vendeu no
país foi Luis Fernando Veríssimo.
Depois de anos sozinho no pódio da literatura,
Paulo Coelho tem agora a companhia marcante
do autor gaúcho. Veríssimo sempre
esteve presente nas listas de best-sellers.
Da lista publicada em VEJA, ele não arreda
pé praticamente há oito anos.
Mas foi nos últimos três que explodiu.
Suas vendagens chegaram à três
milhões de exemplares, graças
aos onze títulos lançados pela
Objetiva, sua editora desde 1999, e a um romance
excepcionalmente publicado pela Companhia das
Letras, Borges e os Orangotangos Eternos. O
maior sucesso entre esses títulos, As
Mentiras que os Homens Contam - uma coletânea
de crônicas humorísticas dedicadas
ao tema da falsidade no amor, nos negócios
e na vida pública -, já chega
às 310 000 cópias.
Veríssimo, aos 66 anos, já se
tornou um dos escritores mais conhecidos do
grande público. Quem não sabe
que ele é torcedor fanático do
Internacional de Porto Alegre, que ele toca
saxofone numa banda de jazz, que ele levaria
a atriz Luana Piovani para uma ilha deserta?
Até sua timidez é notória
- ainda que uma timidez notória tenha
algo de paradoxal, como ele mesmo já
observou. "São poucos os escritores
que as pessoas identificam tão prontamente.
Foi pensando nisso que fizemos uma série
de bonequinhos dele, para estampar nas capas
de seus lançamentos", diz Roberto
Feith, dono da editora Objetiva. Até
o ano passado, a Objetiva teve em seu catálogo
tanto Coelho quanto Verissimo. O gaúcho,
segundo Feith, já havia se tornado o
escritor mais forte da casa.
Seja nas tirinhas desenhadas ou nas crônicas
assinadas em jornais, que representam a maior
fatia de sua produção, Verissimo
sempre contou com dois trunfos: o humor e uma
percepção muito fina da intimidade
do brasileiro. Ele é capaz de radiografar
a alma nacional como ninguém. Versátil,
o autor escreve sobre quase tudo: economia,
gastronomia, futebol, cinema, viagens, música,
literatura. Pratica aquilo que Manuel Bandeira
chamou de "puxa-puxa". Ou seja, é
capaz de arrancar um bom texto de qualquer miudeza.
A vida privada do brasileiro, contudo, é
o seu forte - ou as comédias da vida
privada, para dizer melhor. Os rituais do namoro
e do casamento, o sexo, as infidelidades, o
choque de gerações, tudo isso
é um prato cheio para o escritor. Quanto
ao humor de Verissimo, ele é de um tipo
muito especial. Por mais incisivas que sejam,
suas piadas nunca destilam raiva. Ele não
procura o fígado do leitor nem professa
um humor amargo, desiludido com a humanidade.
Verissimo afirma que, à medida que envelhece,
talvez esteja caminhando para um ceticismo terminal,
daqueles que não dão desconto.
Mas ainda não chegou lá. "O
ceticismo é como um filtro, e o meu ainda
tem aberturas, deixa passar uma dose de otimismo",
diz ele.