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Quem participar da VIII Festa Nacional do Índio entre
17 e 20 de abril deste ano terá muitas
surpresas como a oportunidade de poder conhecer
grupos indígenas de regiões distantes,
alguns totalmente desconhecidos, que participarão
pela primeira vez do evento. Entre eles, os Yanomami,
Wapixana, Macuxi e Ye´Kuana, de Roraima,
além de duas etnias do Acre como Yawanawá
e os Ashaninka, descendentes da população
Inca, no Peru.
Além desses grupos, a Festa Nacional do
Índio mostrará ao público
a rica diversidade cultural de povos como os Bororo,
Xavante, Paresi, de Mato Grosso, e do mesmo estado
as etnias Kalapalo, Kuikuro e Yawalapiti, que
habitam o Parque Nacional do Xingu. De Tocantins,
Bertioga receberá os Karajá e os
Gaviões Kyikategê, do Pará
que serão recepcionados pelos anfitriões
da festa, os guarani representados pelos índios
da Reserva Indígena do Rio Silveira, localizada
em Boracéia, divisa entre Bertioga e São
Sebastião. Com as novas etnias que chegam
mostrando seus aspectos culturais, tradições
religiosas, atividades esportivas, culinária,
artesanato, pinturas corporais, Bertioga será
transformada novamente na Capital Nacional do
Índio reunindo cerca de 800 integrantes
de 15 etnias confirmadas.
Entre os números que a festa apresenta,
um dado interessante é a distância
que será percorrida por todos os grupos
entre a ida e volta totalizando 94.792 quilômetros,
ou seja “ mais do que duas vezes a volta
ao mundo pela linha do Equador”, segundo
o secretário de Turismo. Ele também
anunciou novidades como melhor infra-estrutura
da festa que ocupará uma área total
de 14 mil m², incluindo cerca de 4 mil m²
de área coberta entre o Pavilhão
de Exposições, espaço do
talk show, local para imprensa, atendimento médico,
concentração dos índios para
apresentações. Somente para o Pavilhão
do Artesanato serão 2 mil m² de área
acoberta ( 20 metros de largura por 100 metros
de comprimento) na Praça de Eventos para
exposição dos mais incríveis
e variados artigos e artefatos indígenas.
Já a arena principal, montada na praia
da Enseada, terá capacidade para cerca
de 10 mil pessoas em 290 metros lineares de arquibancada
para receber o público nas apresentações
noturnas de sexta a domingo (18 a 20).
Apresentações
Outra novidade este ano é a participação
das etnias com apresentações como
danças, rituais, esportes, pintura corporal,
culinária e bate-papo com o público
no espaço do talk show a partir da quinta-feira
(17), às 10 horas, quando será aberta
também a Feira de Artesanato. Os eventos
acontecerão todos os dias, nesse período
entre 10h e18 horas, atendendo aos pedidos feitos
por excursões de escolas e universidades
que muitas vezes não podem ficar para as
apresentações noturnas. Outro objetivo
é garantir que todos os visitantes possam
ter contato direto com as mais diferentes etnias,
uma vez que a arena central nem sempre comporta
o movimento, principalmente na abertura oficial
do evento que será na sexta-feira (18),
às 20h30, com desfile das delegações,
show pirotécnico, início das apresentações
e a presença de autoridades.
Para a edição deste evento também
estão programadas mais apresentações
esportivas e um ritual dos povos do Parque Nacional
do Xingu que nunca foi mostrado fora das aldeias.
Trata-se do Jawary, uma encenação
de guerra, uma espécie de treinamento dos
índios com a preparação para
confrontos como ocorria no passado e hoje é
apresentado apenas como preservação
da cultura. Essas são apenas algumas das
novidades da festa criada em 2001, como proposta
de resgatar as tradições dos povos
indígenas e enaltecer também a importância
de Bertioga na história nacional como primeiro
povoado de apoio para a Colonização
do Brasil. Considerada o maior evento cultural
indígena do mundo, a festa se projetou
e também se transformou na maior troca
de experiências e confraternização
entre os próprios povos indígenas
e com a população não-índia
que passou a conhecer e valorizar a rica diversidade
cultural das inúmeras etnias espalhadas
pelo Brasil.
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