• Quarta-feira,
04 de julho de 2007
20h00 - Homenagem a Nelson Rodrigues e Show
de Abertura
20h00 - Homenagem a Nelson Rodrigues com Barbara
Heliodora
21h00 - Show de abertura
Orquestra Imperial convida João Donato
A FLIP dá início a sua quinta
edição honrando o seu prenome:
festa. Uma apresentação da transbordante
Orquestra Imperial, o maior coletivo de talentos
contemporâneos da música brasileira,
abre o festival com carnaval e funk, gafieira
e soul, samba e bolero. Criada pouco antes da
primeira FLIP, em 2002, a OI conta com 18 integrantes.
Entre eles estão desde músicos
experimentados, como Wilson das Neves, de 70
anos, um dos maiores bateristas da história
da MPB, até uma generosa fornada de revelações
mais recentes, como Rodrigo Amarante (Los Hermanos),
os três integrantes do grupo + 2 (Moreno
Veloso, Kassin e Domenico), as neodivas Thalma
de Freitas e Nina Becker e o guitarrista Pedro
Sá. Acostumados a se apresentarem com
convidados especiais, de Caetano Veloso a Lobão,
de Bebel Gilberto a Dudu Nobre, eles convidam
ao palco da Tenda da Matriz um dos músicos
mais talentosos já produzidos pelo país,
para uma parceria inédita. Nascido no
Acre, João Donato mudou-se para o Rio
ainda moleque, e com 15 anos já brilhava
no cenário musical carioca tocando um
acordeão quase de seu tamanho. Um dos
artífices da bossa nova, o pianista,
arranjador, cantor e compositor não se
amarrou ao gênero dos banquinhos e barquinhos.
Foi tocar jazz nos EUA. Passou quase todos os
anos 60 por lá, compartilhando palcos
e estúdios com astros da música
instrumental americana, como Stan Kenton, Herbie
Mann e Wes Montgomery. Voltou ao Brasil em 1972
e de lá pra cá, aparecendo mais
ou menos, consolidou seu papel de músico
completo e inquieto: neste ano já fez
turnês pelo Brasil e pelo Japão
e lançou dois CDs, um solo e outro com
o velho comparsa Bud Shank. Em Parati ele acrescentará
a juventude de seus 72 anos à dos jovens
imperiais, na primeira grande festa da Festa.
Local: Tenda da Matriz - R$ 20,00
• Quinta-feira, 05 de julho de 2007
10h00 - Mesa 1 - Futuro do Presente
Cecília Giannetti, Fabrício Corsaletti
e Verônica Stigger
Uma romancista do Rio de Janeiro, um poeta do
interior de São Paulo, uma contista de
Porto Alegre. Seja com a prosa seca e urbana
de uma, com a poesia lírica com algum
cheiro de terra do outro ou com narrativas alucinadas
com aroma de lua da terceira estes três
jovens escritores realimentam a ficção
brasileira ao apresentarem dentro de uma bibliografia
ainda curta o extremo vigor literário.
Nesta conversa, eles apresentam o que ainda
virá, e já está sendo,
na literatura nacional.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
11h45 - Mesa 2 - Uivos
Chacal e Lobão
Os dois têm mais em comum do que os apelidos
de feras caninas. Em campos diferentes, estes
dois cariocas inconformados vêm fazendo
há um par de décadas o mesmo processo.
Extrair poesia do cotidiano mais banal e transformá-la
em coisa falada. Lobão canta seus poemas,
Chacal lê suas criaturas em eventos como
o Centro de Experimentação Poética
20000, encontro de poetas que criou há
mais de dez anos no Rio. Ambos letristas experientes,
falarão na FLIP sobre a música
que há na poesia e a poesia que vira
música.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
15h00 - Mesa 3 - Nelson Rodrigues - Ato 2
Augusto Boal e Eduardo Tolentino
Durante a ditadura, quando Augusto Boal foi
preso acusado de subversão, Nelson Rodrigues
publicou um artigo defendendo fervorosamente
o dramaturgo. "Sua vida é uma apaixonada
meditação sobre o mistério
teatral", concluia. Nesta mesa, Boal, hoje
o nome mais conhecido do teatro brasileiro fora
do país, divide um pouco desses mistérios
com Eduardo Tolentino, fundador do grupo Tapa
e premiado diretor teatral que já se
notabilizou como um apaixonado "meditador"
dos mistérios dramatúrgicos de
Nelson Rodrigues.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
17h00 - Mesa 4 - Sobre Macacos e Patos
Jim Dodge e Will Self
Dois talentos literários excêntricos
e irreverentes falam do processo criativo na
literatura. Até que ponto pode ser ensinado?
O autor cult Jim Dodge, diretor do Programa
de Escrita Criativa da Humboldt State University,
na Califórnia, tem o dever de responder
que sim. No entanto, os exercícios de
sala de aula dificilmente produziriam outra
pata obesa e incapaz de voar, como a protagonista
de sua inequecível novela Fup. Uma oficina
literária tampouco ensinaria a criar
as aberrações, mutantes e visionários
grotescos que povoam a ficção
de Will Self. Mas então, o que alimenta
a criatividade dos escritores?
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
19h00 - Mesa 5 - Tão Longe, Tão
Perto
Kiran Desai e William Boyd
“De onde você vem?” Nem todos
podem responder essa pergunta aparentemente
simples com facilidade. Dois escritores brilhantes,
autores de obras premiadas, questionam se a
identidade é determinada pelo lugar de
origem e discutem de que maneira a vida itinerante
moldou a ficção que produzem.
O segundo romance de Kiran Desai, O Legado da
Perda, uma reflexão delicada sobre a
solidão do deslocamento, ganhou o Man
Booker Prize de 2006. William Boyd é
o autor de A Good Man in Africa e Armadilho.
Seu nono romance, Fuga, recém-lançado
no Brasil, recebeu na Inglaterra o prestigiado
Costa Award de melhor romance em 2006.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
Sexta-feira, 06 de julho de 2007
10h00 - Mesa 6 - A Vida como Ela foi
Fernando Morais, Paulo Cesar de Araújo
e Ruy Castro
No final de 2006 o historiador Paulo Cesar de
Araújo publicou Roberto Carlos em Detalhes,
biografia do cantor mais popular do Brasil nas
últimas quatro décadas. Fruto
de 15 anos de pesquisas e de mais de 200 entrevistas,
o livro foi bem recebido pelo binônimo
"público e crítica".
Mas desagradou o biografado, que impediu na
Justiça a circulação do
livro. Nesta mesa, Araújo conversa com
os dois principais biógrafos em atividade
no país, que também já
experimentaram o gosto dos tribunais por livros
seus.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
11h45 - Mesa 7 - Álbum de Família
Ana Maria Gonçalves e Ahdaf Soueif
Suas histórias abarcam gerações.
Seus personagens atravessam continentes e culturas.
Da África Ocidental ao Brasil, do Norte
da África à Inglaterra, homens
e mulheres que nadam contra o fluxo incessante
da história — e o testemunham.
Ana Maria Gonçalves, autora de Um defeito
de cor, a primeira saga brasileira narrada da
perspectiva de uma escrava, conversa com Ahdaf
Soueif, cujos romances — como O mapa do
amor — traçam o impacto emocional
de andar pela corda bamba que separa o Oriente
do Ocidente.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
15h00 - Mesa 8 - Terras
Antônio Torres e Mia Couto
Nossa casa é a terra que deixamos para
trás, o lugar ao qual jamais podemos
retornar. Terra Sonâmbula, o já
clássico romance de estréia do
autor moçambicano Mia Couto, lança
um olhar melancólico sobre um país
devastado pela guerra civil. Em sua obra mais
aclamada, Essa terra, o romancista baiano Antônio
Torres descreve as amarguras de um imigrante
nordestino forçado a deixar sua casa
em busca de uma vida melhor na cidade grande.
Dois narradores singulares fazem leituras de
suas últimas obras e discutem como a
literatura pode brotar de dentro do chão.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
17h Mesa 9 - Crime e Castigo
Dennis Lehane e Guillermo Arriaga
A aleatoriedade da violência nos centros
urbanos é apenas um dos temas que unem
as obras destes dois grandes romancistas e roteiristas.
O mexicano Guillermo Arriaga, autor de Um Doce
Aroma de Morte, assinou os roteiros de filmes
premiados, como Amores Brutos e Babel. Dennis
Lehane, que escreveu uma série de romances
policiais ambientados no sul de Boston, é
o autor de Sobre Meninos e Lobos, adaptado para
o cinema por Clint Eastwood. A morte —
no papel e na tela — estará presente
no cardápio de Parati.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
19h00 - Mesa 10 - Panteras no Porão
Amós Oz e Nadine Gordimer
“Qualquer escritor que tenha um mínimo
de valor espera propiciar um brilho tênue
para iluminar o labirinto belo e sangrento da
experiência humana,” diz a Prêmio
Nobel Nadine Gordimer. Mas qual é o significado
da literatura num país dividido pela
história, embotado pela opressão
ou dilacerado pela violência? Gordimer,
autora de A Filha de Burger e O Engate, e Amós
Oz, o mais importante romancista e militante
pela paz em Israel, autor de De Amor e Trevas,
falam sobre o papel da literatura no resgate
de uma humanidade permeada pela injustiça.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
• Sábado, 07 de julho de 2007
10h00 - Mesa 11 - Nelson Rodrigues - Ato 3
Arnaldo Jabor, Leyla Perrone-Moisés e
Nuno Ramos
Arnaldo Jabor é um cineasta que virou
cronista, dos melhores. Nuno Ramos é
um artista plástico que virou escritor,
dos melhores. Leyla Perrone-Moisés é
professora de literatura e ensaísta,
das melhores. Jabor foi amigo de Nelson Rodrigues
e quem melhor o transpôs ao cinema, em
filmes como Toda Nudez Será Castigada.
Nuno e Leyla escreveram instigantes ensaios
sobre o dramaturgo. Nesta mesa, reunimos os
três personagens em busca de um autor.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
11h45 - Mesa 12 - Dois Lados Do Balcão
César Aira e Silvano Santiago
Os talentos criativos exigidos pela ficção
são distintos das faculdades analíticas
necessárias ao ensaísta. Poucos
autores conseguem ser igualmente bem sucedidos
nesses dois âmbitos. César Aira,
o mais importante romancista argentino, destaca-se
também por sua crítica apurada
em obras como o respeitado Diccionario de Autores
Latinoamericanos. O ensaísta e crítico
literário brasileiro Silviano Santiago
é dono de uma narração
imaginativa notável, ilustrada em obras
como Em Liberdade. No palco, discutirão
de que maneira essas duas áreas se sobrepõem
e fecundam uma à outra.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
15h00 - Mesa 13 - Perdoa-me por me Traires
Alan Pauls e Maria Rita Kehl
Com seu prestigiado romance O Passado, o escritor
Alan Pauls usa o desencantamento de um casal
para fazer um inventário das doenças
contemporâneas do amor, com todos seus
egocentrismos e consumismos sentimentais. "Existe
alguma diferença entre o amor e a doença?",
pergunta Pauls. A FLIP buscou a pessoa certa
para responder à revelação
da literatura latino-americana. Maria Rita Kehl
entende como poucos de amor e de desamor, de
doenças contemporâneas e, não
menos importante, de literatura.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
17h00 - Mesa 14 - Narrativas de Conflito
Lawrence Wright e Robert Fisk
Para Ernest Hemingway, coragem é não
perder a elegância mesmo sob pressão.
Essa é uma das muitas qualidades necessárias
aos jornalistas que relatam os conflitos armados.
Seus testemunhos nos fazem lembrar que a guerra
é uma agonia para os que nela estão
inseridos. Duas mentes notáveis se encontram:
Robert Fisk, correspondente do jornal britânico
The Independent no Oriente Médio e autor
de A Grande Guerra pela Civilização
e de Pobre Nação, ambos trabalhos
de fôlego lançados recentemente
no Brasil, conversa com o jornalista Lawrence
Wright, cujo livro O vulto das torres, ganhador
do Prêmio Pulitzer deste ano, revela de
modo brilhante as raízes dos trágicos
eventos de 11 de Setembro.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
19h00 - Mesa 15 - Diário de um Ano Ruim
J.M. Coetzee
O ganhador do Prêmio Nobel de Literatura
de 2003 marcará presença na FLIP
deste ano, trazendo, em première mundial,
trechos de seu próximo livro, Diary of
a Bad Year. Na obra de Coetzee, as fronteiras
entre a narrativa ficcional e o discurso ensaístico
nem sempre estão bem definidas. Em Parati,
o autor lerá fragmentos de ensaios escritos
pelo protagonista de seu novo romance, um velho
acadêmico australiano que expressa suas
opiniões sobre assuntos mundiais contemporâneos.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
• Domingo, 08 de julho de 2007
10h00 - Mesa 17 - Sem Dramas
Bosco Brasil e Mário Bortolotto
Nos anos 90, enquanto críticos choramingavam
a falta de bons jovens dramaturgos brasileiros
e diretores reclamavam da falta de patrocinadores
e palcos para trabalhar alguns novos talentos
arregaçaram mangas e enfrentaram as duas
questões. Escreveram suas peças,
montaram suas companhias, arrumaram espaços
alternativos para encená-las. Deu certo.
Mário Bortolotto e Bosco Brasil são
a prova. Os dois ganharam os principais prêmios
do país, conquistaram públicos
cativos e continuam desbravando a trilha aberta
por Nelson Rodrigues. No palco da FLIP debaterão
para onde leva esse caminho.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
11h45 - Mesa 18 - No Coração da
Selva
Luiz Felipe de Alencastro
Para comemorar os 150 anos do nascimento do
grande escritor Joseph Conrad (1857-1924), o
historiador Luiz Felipe de Alencastro explora
o Coração das Trevas, novela publicada
em 1900 que conduz seu herói do Tâmisa
ao Congo e, assim, ao coração
do colonialismo europeu. Ao fazê-lo, Alencastro
retorna a um espaço que conhece como
poucos: o Oceano Atlântico que serviu
de berço ao Brasil escravista.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
15h00 - Mesa 19 - Sobre Meninos e Lobos
Ishmael Beah e Paulo Lins
Dos lugares mais imprevisíveis pode brotar
uma literatura vibrante. Ishmael Beah e Paulo
Lins viveram em ambientes tomados de brutalidade
e desespero — e resistiram, contando então
suas histórias. As memórias de
Beah, Muito longe de casa, são um relato
fascinante de sua vida como criança-soldado
em Serra Leoa e do modo como se libertou. Cidade
de Deus, a obra de Paulo Lins que deu origem
ao filme esplendidamente adaptado por Fernando
Meirelles, romanceia a experiência de
crescer numa favela assolada pelo crime. Dois
sobreviventes falam do poder redentor das palavras.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
17h00 - Mesa 20 - De Macondo a McCondo
Rodrigo Fresán, Ignacio Padilla
No quadragésimo aniversário da
publicação do mais famoso romance
latino-americano, Cem Anos de Solidão,
duas vozes brilhantes da literatura mundial
discutem os novos caminhos que se abrem para
a ficção do continente. Rodrigo
Fresán é o autor de Jardins de
Kensington, um chiste caleidoscópico
que trafega entre a Londres vitoriana e a psicodelia
dos anos 1960. O romance Amphytrion, de Ignacio
Padilla, é ambientado na Alemanha entre-guerras.
Estes escritores idiossincráticos, iconoclastas
e cosmopolitas mostrarão que já
estamos muito longe de Macondo.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00
19h00 - Mesa 21 - Literatura de Estimação
Vários autores
Uma seleção de escritores da FLIP
2007 fazem leituras de trechos de obras que
levariam para uma ilha deserta.
Local: Tenda dos Autores - R$ 20,00
Local: Tenda da Matriz - R$ 6,00