|
Com a proposta de incentivar e qualificar a atuação
de lideranças das religiões de matrizes
africanas nos espaços de controle social
e realizar treinamentos em políticas públicas
de DSTs/HIV/Aids, acontecerá de 6 a 8 deste
mês, em Bertioga, o II Encontro de Núcleos
da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras
e Saúde. O evento será aberto na
sexta-feira, 6, a partir das 15 horas, com a recepção
aos participantes na Colônia de Férias
da Federação dos Trabalhadores em
Serviços, Asseio e Conservação
Ambiental Urbana de Áreas Verdes no Estado
de São Paulo (Femaco) que fica na Rua Dois,
no bairro do Maitinga.
Entre os itens da pauta, as discussões
sobre o trabalho da Rede Nacional criada em março
de 2003 durante o II Seminário Nacional
de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde,
em São Luis do Maranhão, e o desenvolvimento
de 24 núcleos pelo País. A rede
é uma articulação da sociedade
civil que envolve adeptos da tradição
religiosa afro-brasileira, gestores e profissionais
de saúde, integrantes de organizações
não-governamentais, pesquisadores e lideranças
do movimento negro, de mulheres e outras expressões
dos movimentos sociais.
Um dos enfoques principais são os treinamentos
que debatem temas como o Plano Integrado de Enfrentamento
da Feminização da Epidemia de Aids
e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis,
o Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia
de Aids e outras DSTs entre o grupo HSH (homens
que fazem sexo com homens) e o Programa Estratégico
da População Negra e Aids. Esse
projeto promove a discussão da saúde
sexual e reprodutiva entre os homens de terreiro,
as questões religiosas no enfrentamento
da epidemia de HIV e Aids, além da importância
da participação das lideranças
dos terreiros no controle social de políticas
públicas de saúde. Em Bertioga,
o trabalho é coordenado por Ayrton da Costa
Lourenço, responsável pelo Programa
Municipal de Prevenção ás
DSTs/HIV/Aids.
Programação
Com orações aos deuses e ancestrais
será aberto o encontro na sexta-feira,
6, às 16h30, seguido de mesa de discussão
com a Iyalorixá Cristina Martins, do Grupo
de Valorização do Trabalho em Rede
e os babalorixás Celso Ricardo de Oxaguián,
da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras
e Saúde, de São Paulo, e Eduardo
Gomes de Oxumaré, do Siemaco (Piracicaba).
Em seguida será apresentado levantamento
das expectativas e receios em relação
ao tema e uma roda de conversa com a mostragem
do mapa da Rede no Estado de São Paulo,
relatórios dos trabalhos realizados e das
cidades que compõem essa rede.
No sábado 7, a partir das 8h30, será
realizado painel com as ações dos
governos Federal e Estadual com temas como a Valorização
do Saber e das Práticas de Religiões
de Matrizes Africanas no Plano Estadual de Saúde
e as Diretrizes de Política Nacional de
Humanização e as Questões
de Saúde nos Terreiros. A partir das 13
horas serão discutidas as articulações
e a Condução da Rede no Estado de
São Paulo e municípios com enfoques
do Programa Nacional de DSTs/Aids, Conselho Nacional
de Saúde, População Negra
e Aids e Projeto Maternidades da Secretaria de
Estado de São Paulo, além do Grupo
de Trabalho Religiões, da Coordenação
Estadual, das secretarias municipais de Saúde
e apresentação do Projeto Maranhão,
da Universidade Federal do Maranhão.
O evento termina domingo, 8, a partir das 9 horas,
com aprovação de documentos específicos,
definição de data e local para o
II Encontro dos Núcleos e ainda a participação
do facilitador Toludereci – Ile Axé
Omi Sessa, do Núcleo de Limeira, da Rede
Nacional, com encerramento religioso de orações
e rituais aos deuses e ancestrais.
|