Veja
a seguir a programação principal
Quarta-feira, 01 de julho
19h
Conferência de Abertura
Davi Arrigucci Junior
Poucos estudiosos da literatura no Brasil escreveram
sobre Manuel Bandeira com o brilho de Davi Arrigucci
Jr. Capaz de aliar a leitura cerrada dos versos do
poeta aos movimentos mais amplos do modernismo no
país, Arrigucci Jr. é autor de ensaios
incontornáveis sobre Bandeira, tais como Humildade,
paixão e morte ou A beleza humilde e áspera.
É o procedimento de leitura desses textos clássicos
que serve de base para a conferência que o crítico
e escritor faz em Paraty.
21h30
Show de abertura
Com Adriana Calcanhoto, Romulo Fróes e banda.
Quinta-feira, 02 de julho
10h
Mesa 1
Novos Traços
Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Coutinho,
Rafael Grampá, mediação de Joca
Reiners Terron
Raras vezes a produção de quadrinhos
foi tão intensa no Brasil. Na trilha aberta
por pioneiros como Larte e Angeli, esses jovens artistas
têm flertado com a literatura e levado os quadrinhos
brasileiros a um novo patamar de complexidade –
alguns já venceram os prêmios mais prestigiosos
da categoria, tanto no Brasil como no exterior. A
primeira mesa da FLIP pretende ser um retrato desse
ótimo momento e apresentar para o grande público
os nomes-chave dessa geração.
11h45
Mesa 2
Separações
Domingos de Oliveira e Rodrigo Lacerda, mediação
de Paulo Roberto Pires
Outra vida, o livro mais recente do escritor carioca
Rodrigo Lacerda, examina a fundo um relacionamento
amoroso em crise. Nesta mesa em Paraty, Rodrigo conversa
com um dos artistas que exploraram com mais brilho
o assunto no Brasil: o dramaturgo e cineasta Domingos
de Oliveira, diretor de Todas as mulheres do mundo
e Separações, entre diversos outros
filmes.
15h
Mesa 3
Verdades inventadas
Arnaldo Bloch, Sérgio Rodrigues e Tatiana Salem
Levy, mediação de Beatriz Resende.
Em Elza, a garota, de Sérgio Rodrigues, a história
da jovem morta pelo partido comunista serve de guia
para um experimento ficcional ousado e bem urdido.
Em Os irmãos Karamabloch, Arnaldo Bloch vale-se
da história de sua família, fundadora
da Rede Manchete, para compor um livro em que convivem
traços de biografia, romance e memorialismo.
Os três elementos também se fazem presentes
em A chave de casa, premiado livro de estreia da carioca
Tatiana Salem Levy.
17h
Mesa 4
China no divã
Ma Jian e Xinran, mediação de Ángel
Gurría-Quintana.
Ma Jian, em Pequim em coma, remexeu em uma ferida
delicada da história recente da China: o massacre
da Praça da Paz Celestial, que completa vinte
anos em 2009. Já a jornalista Xinran foi buscar
cicatrizes mais antigas: seu livro mais recente, Testemunhas
da China, traz relatos de sobreviventes da revolução
cultural liderada por Mao Tse-tung, que matou em torno
de um milhão de pessoas entre 1966 e 1976.
Num caso como noutro, estão expostos os pontos
cegos da nação que deve liderar a economia
do século XXI.
19h
Mesa 5
Deus, um delírio
Richard Dawkins em conversa com Silio Boccanera
Nem precisaria ser no ano em que se completam duzentos
anos do nascimento de Charles Darwin e 150 da publicação
de seu livro mais importante, A origem das espécies.
Mas a efeméride acrescenta um toque a mais
à presença em Paraty de um dos darwinistas
mais influentes em atividade no mundo, autor de O
gene egoísta e Deus, um delírio.
Sexta-feira, 03 de julho
10h
Mesa 6
Evocação de um poeta
Angélica Freitas, Heitor Ferraz e Eucanaã
Ferraz , mediação de Carlito Azevedo
[Paulo Henriques Britto: substituído].
O maior indício da perenidade de um autor é
sua influência sobre as gerações
seguintes. Nesse quesito, poucos podem rivalizar com
Manuel Bandeira, referência inescapável
desde as primeiras manifestações do
modernismo no Brasil. Nesta mesa, três nomes
de destaque da nova poesia brasileira discutem a atualidade
do poeta.
11h45
Mesa 7
O avesso do realismo
Atiq Rahimi e Bernardo Carvalho, mediação
de Beatriz Resende
No trabalho de Bernardo Carvalho e de Atiq Rahimi
invenção e experimentalismo falam mais
alto do que as aspirações à prosa
realista. Ambos não abrem mão da imaginação
e do artifício como pilares da literatura –
e levam ao limite a exploração das possibilidades
abertas pela criação literária.
Esse é apenas um entre os diversos pontos de
partida para o debate entre os dois em Paraty.
15h
Mesa 8
Sentidos da transgressão
Edna O’Brien em conversa com Liz Calder
No início dos anos 1960, a irlandesa Edna O’Brien
teve exemplares de seu livro Country girls queimados
pela comunidade religiosa local, incapaz de aceitar
que a vida sexual das personagens fosse descrita com
tanta crueza. Em 2001, a crítica de arte francesa
Catherine Millet fez de sua própria vida sexual
movimentada o tema de um livro – e sacudiu as
hostes conservadoras na Europa e nos Estados Unidos.
Nesta mesa, elas conversam sobre as transgressões
possíveis no século XXI.
17h
Mesa 9
O eu profundo e outros eus
Cristovão Tezza e Mario Bellatin com mediação
de Joca Reiners Terron
Professor de uma escola de escritores no México,
Mario Bellatin admite tudo – menos que o candidato
a ficcionista inspire-se na própria vida para
criar sua história. Um dos mais premiados autores
brasileiros dos últimos anos, Cristovão
Tezza fez exatamente isso em seu Filho eterno, e ninguém
ousará dizer que não foi bem-sucedido.
Qual, enfim, o papel da experiência pessoal
na literatura? Eis o mote para a discussão
entre os dois autores.
19h
Mesa 10
Seqüências brasileiras
Chico Buarque e Milton Hatoum, mediação
de Samuel Titan Jr.
Em Leite derramado, Chico Buarque criou um narrador
que personifica a desfaçatez da classe dominante
brasileira. Em suas reminiscências delirantes,
ecoam lembranças de família e uma visão
ácida sobre a formação do país.
Na obra de Milton Hatoum, reminiscência e memória
familiar são igualmente uma pedra angular –
mas que enquadram o país sob as lentes da presença
árabe na Amazônia. O Brasil na visão
desses dois grandes prosadores é o tema da
mesa que eles compartilham em Paraty.
Sábado, 04 de julho
10h
Mesa 11
O dissonante século XX
Alex Ross em conversa com Arthur Dapieve
Crítico de música erudita da revista
New Yorker, Alex Ross fala sobre O resto é
ruído (2007), recém-lançado no
Brasil. O livro foi um dos maiores acontecimentos
da crítica musical dos últimos anos
nos Estados Unidos. Com raro fôlego, tino literário
e consciência histórica apurada, Ross
mescla a análise formal das obras dos principais
compositores eruditos do século XX aos momentos
políticos decisivos do período.
11h45
Mesa 12
Entre quatro paredes
Grégoire Bouillier e Sophie Calle, mediação
de Angel Gurría-Quintana
Em Prenez soin de vous, exposição que
representou a França na Bienal de Veneza de
2007 e programada para acontecer em São Paulo
em julho, Sophie Calle exibe a reação
de 107 mulheres à carta de rompimento recebida
de um ex-namorado. O escritor francês Grégoire
Bouillier, autor de L’invité mystére,
é o ex-namorado em questão. Pela primeira
vez eles aparecem em público para discutir
o episódio e embaçar ainda mais as fronteiras
entre vida privada e vida pública, entre vivência
pessoal e ficção.
15h
Mesa 13
Segredos de família
Anne Enright e James Salter [Tobias Wolff], mediação
de Liz Calder
Não é por acaso que a irlandesa Anne
Enright e o americano Tobias Wolff já dividiram
mesas em festivais pelo mundo afora: são muitas
as afinidades entre as obras deles. Além da
maestria no formato da narrativa curta, ambos têm
na família fraturada um universo temático
recorrente, de que é exemplo o irmão
suicida em O encontro, de Enright, ou o padrasto violento
no autobiográfico O despertar de um homem,
de Wolff.
Tobias Wolff precisou cancelar sua
vinda à FLIP e foi substituído por James
Salter.
17h
Mesa 14
Fama e anonimato
Gay Talese conversa com Mario Sergio Conti
Gay Talese é um dos inventores do jornalismo
contemporâneo – e ao mesmo tempo a encarnação
dos dilemas da profissão. O autor responde
por alguns dos textos mais precisos e bem costurados
já feitos por um repórter, caso de “Frank
Sinatra está resfriado”, de 1966. Em
tempos de crise do jornalismo impresso, Talese representa
um modelo de jornalista tão necessário
quanto inatingível. Essa tensão entre
o jornalismo de excelência que ele ajudou a
criar e o jornalismo possível no século
XXI é o centro de sua conversa com o jornalista
brasileiro Mario Sergio Conti.
19h
Mesa 15
Escrever é preciso
António Lobo Antunes em conversa com Humberto
Werneck
O português António Lobo Antunes é
autor de mais de vinte romances, que em conjunto o
situam entre os maiores estilistas da língua.
Apesar do idioma comum a Portugal e Brasil, o autor
não vem ao país desde 1983 e já
declarou que não incluía o Brasil entre
suas prioridades – preferia deixá-lo
para o antípoda José Saramago. Este
evento em Paraty vem corrigir a lacuna. Polemista
contumaz e avesso a aparições públicas,
Lobo Antunes conversa sobre essa e outras dimensões
de sua trajetória.
Domingo, 05 de julho
9h30
Mesa Zé Kleber “Como a cultura desenha
a cidade”
Reúne Jorge Melguizo Pousada, secretário
de Desenvolvimento Social de Medellin (Colômbia),
Denis Mizne, diretor-executivo do Instituto Sou da
Paz, de São Paulo, e o Secretário Municipal
de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Calil.
Mediação: antropóloga Paula Miraglia.
O tema da discussão serão políticas
urbanas bem-sucedidas, com destaque para as ações
educacionais, como a formação de bibliotecas,
iniciativas culturais e de inclusão social.
Fonte: Notícias FLIP Local : Tenda dos Autores.
Entrada Franca
11h30
Mesa 16
O futuro da América
Simon Schama conversa com Lilia Moritz Schwarcz
O futuro da América, livro mais recente do
historiador inglês Simon Schama, revê
a história dos Estados Unidos a partir dos
temas da guerra, da religião, da imigração
e da fartura. Os protagonistas são personagens
comuns que atravessam momentos-chave da história
do país – atores da “história
narrativa” de que Schama é um dos mais
notórios praticantes. Sobre esse trabalho,
Schama conversa com a historiadora e antropóloga
Lilia Schwarcz – um dos nomes fortes dessa corrente
historiográfica no Brasil.
14h30
Mesa 17
As sem-razões do Amor
Catherine Millet em conversa com Maria Rita Kehl
Em 2001, a crítica de arte francesa Catherine
Millet fez de sua vida sexual movimentada o tema de
um livro – e sacudiu as hostes conservadoras
na Europa e nos Estados Unidos. Em 2008, publicou
um livro que é o reverso do primeiro: um relato
de como foi dominada pelo ciúme ao saber das
aventuras sexuais do marido. Nessa mesa em Paraty,
ela discute sua trajetória literária
incomum com a psicanalista Maria Rita Kehl.
16h15
Mesa 18
Antologia Pessoal
Edson Nery da Fonseca e Zuenir Ventura, mediação
de Humberto Werneck.
A memória afetiva é o mote desta mesa
que encerra a homenagem a Manuel Bandeira. Amigo e
correspondente do poeta, o professor Edson Nery da
Fonseca relembra os anos de convivência no Rio
e em Pernambuco. Ex-aluno de Bandeira, Zuenir rememora
os tempos de aprendizado com o mestre. Na mediação,
o jornalista Humberto Werneck, biógrafo de
Jaime Ovalle e bandeiriano de primeira linha.
18h
Mesa 19
Livros de Cabeceira
Convidados da FLIP leem trechos de seus livros prediletos.
Os ingressos podem ser adquiridos
antecipadamente através do sistema Ingresso
Rápido por Internet, telefone (4003-1212) ou
pontos de venda a partir das 10h do dia 01/06/09.
Tenda dos Autores: R$ 30,00
Tenda do Telão: R$ 10,00
Conferência de abertura na
Tenda dos Autores: R$ 30,00
Show de Abertura na Tenda do Telão: R$ 30,00 |