A Prefeitura de Areias
recebeu em abril um importante documento que põe fim
a uma velha discusSão sobre o exato local da nascente
do rio Paraitinga! Paraíba. A Certidão IGC n9
40/06, expedida no dia 13 de abril de 2006 pelo Instituto
Geográfico e Cartográfico do Estado de São
Paulo, atesta que a “cabeceira do Rio Paraitinga, bem
como a sua nascente, definida pela Expedição
Ambiental organizada pelo Comitê das Bacias Hidrográficas
do Rio Paraíba do Sul (CBH-PS), pertencem à
jurisdição territorial do município de
Areias”.
O documento é um dos resultados do Movimento de
Cidadania pela Recuperação e Preservação
Ambiental das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba
do Sul “Nascentes do Paraíba”, que desde
março de 2001 atua em parceria com o CBHPS. O movimento
busca conscientizar a sociedade sobre a importância
da preservação da natureza e do resgate histórico,
cultural e ambiental da região.
Este ano, dentro da programação da VI Semana
das Águas do Paraíba, realizada de 18 a 26
de março, a Expedição, com cerca de
100 integrantes, voltou novamente ao município de
Areias acompanhada de técnicos para determinar a
definição das coordenadas da nascente do Rio
Paraitinga.
O ambientalista e coordenador do grupo, Prof. Lázaro
Tadeu Ferreira da Silva, disse que a partir de 2001 foram
realizadas várias expedições diagnosticas
ambientais às nascentes do Rio Paraitinga e de outros
rios da bacia, com o objetivo de definir oficialmente o
local. “No último dia 22 de março estivemos
em Areias para ratificar as coordenadas. Os participantes
também decidiram implantar um marco georeferenciado
com as informações sobre a localização
real da nascente, além de realizar estudos visando
à criação de uma unidade de conservação
que englobe as cabeceiras do Rio Paraitinga/Paraíba
do Sul”.
Certidão de Nascimento
O geógrafo José Soares Aguirre e o técnico
João Vanes de Oliveira, do Instituto Geográfico
e Cartográfico, acompanharam a “Expedição
Nascentes do Paraíba” para que, com bases técnicas,
pudessem determinar a nascente do rio Paraitinga. Aguirre
disse que o Instituto nunca teve dúvidas sobre a
posição geográfica da cabeceira.
De acordo com ele, o Rio Paraitinga foi cartografado oficialmente
pela “ComisSão Geográfica e Geológica
do Estado de São Paulo”, através da
Folha Topográfica de Lorena, editada no ano de 1928.
“Analisando o referido documento, verificamos que
a cabeceira definida pela comisSão no começo
do século passado é aquela que dá a
maior extenSão ao curso do Rio Paraitinga”.
O técnico afirma que muitas pessoas ainda ficam
em dúvida se o local da nascente é este mesmo,
pelo fato de o galho correspondente à cabeceira do
Rio Paraitinga ser conhecido localmente como ribeirão
do Salto, conforme consta da Folha Topográfica denominada
Bairro Curral Velho. “Isso, no entanto, não
invalida o trabalho de definição da nascente
do rio, porque o ribeirão do Salto deve ser entendido
como denominação local da cabeceira principal
do Rio Paraitinga”, esclarece Aguirre.