Apesar de lembrar um pouco um pára-quedas, o parapente
é na verdade um planador, uma máquina de voar
feita de pano! Por isto, não se pula de um avião,
mas sim sobe-se até o topo de uma montanha, abre-se
o equipamento e somente aí, o piloto corre e decola
de uma maneira muito parecida com a asa delta.
A grande diferença é que o pára-quedista
curte a adrenalina que é simplesmente cair no vácuo,
enquanto que o piloto de parapente, pilota, dirige sua máquina
pelos céus como num avião, podendo subir,
descer, escolher novos locais de pouso, permanecer um tempão
voando... porque ao invés de cair como o pára-quedas,
o parapente plana no céu como um pássaro.
Tendo surgido do desejo dos alpinistas europeus de descer
as montanhas que haviam escalado de maneira mais rápida,
o parapente desenvolveu-se muito e hoje é um esporte
que cresce cada vez mais.
Devido a sua facilidade de uso, aos poucos vai conquistando
um número cada vez maior de adeptos, contando com
cerca de dois mil praticantes no Brasil. Na Europa, onde
o esporte e mais desenvolvido, encontramos países
com até 50.000 participantes.
O esporte foi trazido ao Brasil pelo suíço
Jerome Saunier em 1985 que fez o primeiro vôo de parapente
da pedra Bonita, no Rio de Janeiro. Na época, o pessoal
da asa-delta torceu o nariz para aquele pedaço de
pano todo molenga que apesar de voar realmente, afundava
muito mais rápido que as asas. Parecia que nunca
aquilo iria realmente merecer o nome de vôo livre.
Hoje a tecnologia se encarregou de mudar isto, providenciando
equipamentos realmente bons que São capazes de fazer
grandes vôos.