Velhos casarões,
marcas de um passado glorioso, incrustadas nas encostas
da Serra de Santa Maria, dão à sede desse
município o aspecto de uma cidade-presépio.
Tricentenária, fundada por três intrépidos
bandeirantes paulistas à cata de ouro, no Sul
de Minas, hoje integra o circuito das águas e
é próspera comunidade mineira, de economia
agropecuária, famosa pelo seu artesanato de bambu
e palha, seus doces e licores caseiro e, sobretudo,
pelo pendor natural de seus filhos pelas letras e coisas
ligadas à cultura geral. Situada na encosta da
serra de Santa Maria - aba da Mantiqueira -, é
uma cidade histórica fundada há quase
três séculos. A "cidade presépio",
como é conhecida, conserva até os dias
de hoje velhos casarões que remontam à
época colonial.
O surgimento de Baependi está ligado à
História da exploração das riquezas
minerais de Minas. Segundo a tradição,
três bandeirantes paulistas, atraídos pelas
notícias de que existiam minas de ouro além
da Mantiqueira, partiram de Taubaté, rumo ao
sertão. Antônio da Veiga, seu filho João
da Veiga e Manuel Garcia seguiram o curso do rio Verde
e deram o nome de Baependi a um de seus afluentes -
nome dado também à povoação
que ali se formou.
Em 1814, o arraial foi elevado à categoria de
vila, que se tornou cidade em 1856. Belas igrejas -
especialmente a matriz de Nossa Senhora de Montserrat
- e festas religiosas guardam todo o misticismo e esplendor
do séc. XIX. Os rios, ribeirões e riachos
que entrecortam o município compõem, juntamente
com as ladeiras e o casario colonial, um cenário
com belos panoramas e lugares pitorescos. |