A cidade é
sede da Academia Sul-Mineira de Letras, do Instituto
Histórico e Geográfico Alfredo Valadão,
da Cruzada Nacional de Alfabetização,
precursora do MOBRAL, da Fundação Cultural,
entre ourtras entidades sócio-culturais.
Existe também um museu na sede, que também
é bispado. É porta de entrada para o Circuito
da Águas e recebe turistas também por
causa de suas igrejas e casarões coloniais. Tem
sua origem associada à figura de Cipriano José
da Rocha, ouvidor de São João del Rei,
que, diante da notícia da descoberta de jazidas
na região de rio Verde, convidou quem quisesse
acompanhá-lo para um empreendimento no interior.
A promessa era de concessões de mineração
a todos.
Assim, formou-se a expedição que deu origem
ao nome de Campanha, com o desbravamento de sertões,
incluindo o território onde se situa o atual
município. Tem início, então, o
processo de criação do arraial de São
Cipriano. Após sua criação, cumpriu-se
a promessa da distribuição das concessões
à mineração e, parte destas, destinadas
à Coroa, foram a leilão. Ironicamente,
o resultado dessa transação foi bem distante
daquele necessário para erguer a primeira capela
da região.
Com o nome de Santo Antônio do Vale da Piedade
do Rio Verde, o arraial eleva-se a freguesia ao mesmo
tempo em que se depara inserida num conflito entre Minas
e São Paulo pela posse da região. Após
algumas intervenções do Juiz Ordinário,
oficiais da Câmara e membros da Igreja, o arraial,
com um novo nome de Campanha do Rio Verde, figura definitivamente
em território mineiro.
A "Atenas Sul Mineira" é a mais antiga
cidade da região Sul de Minas, tendo se emancipado
em 1798. Porta de entrada para o Cicuito das Águas,
Campanha atrai os visitantes. Devido ao seu potencial
turístico e à preservação
de edifícios de considerável valor histórico,
como aqueles onde residiu Bárbara Heliodora e
nasceu Vital Brasil, a cidade representa uma parcela
importante da riqueza cultural do Estado. |