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Jaraguá do Sul
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 Prefeito:
Moacir Antonio Bertoldi
Câmara Municipal
Avenida Getúlio Vargas, 621 - Centro - Jaraguá do Sul - Tel. (47) 3371-2510
 Vereadores:
Afonso Piazera Neto Maristela Menel Roza
Carioni Mees Pavanello Pedro Anacleto Garcia
Dieter Janssen Ronaldo Trajano Raulino
Eugenio Moretti Garcia Rudolfo Gesser
Jaime Negherbon Sadi Terres da Silva
Jurandir Michels  
 Período do Mandato:
De 01 de janeiro de 2005 à 31 de dezembro de 2008
Brasão e Bandeira
Brasão de Jaraguá do Sul Bandeira de Jaraguá do Sul
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Os primeiros habitantes

O interior do Estado de Santa Catarina foi habitado pelos grupos indígenas Xokleng e Kaingang, ambos do grupo lingüístico Jê ou Tapuia. Por estarem relativamente protegidos pela distância do litoral, foram preservados do extermínio liderado pelos colonizadores portugueses, o qual dizimou os grupos Carijó do litoral catarinense.

A alimentação dos índios no interior era à base caça e coleta de pinhão. Alguns grupos também praticavam a agricultura, plantando principalmente milho e aipim. Nas vestes, usavam os tecidos trançados de fibra de urtiga feitos pelas mulheres. As mulheres também trabalhavam o barro e moldavam potes para o uso diário. Na caça e na guerra, usavam arcos, flechas e lanças com ponta de bambu ou osso, geralmente com veneno na ponta.

Com a colonizaçãao do interior catarinense a partir da segunda metade do século XIX, os grupos indígenas foram pouco a pouco perdendo seu espaço. Além de serem afugentados pelos europeus, as tribos brigavam entre si pelo pouco de caça que sobrava. Com o passar do tempo e a diminuição gradativa da alimentação, foi inevitável o choque direto com as colônias. Foi então que o governo e os próprios colonos começaram a pagar Tropas de Bugreiros.

Constituídas por cerca de uma dezena de homens fortemente armados, as tropas seguiam as trilhas dos índios até chegarem aos acampamentos. Lá, esperavam o dia amanhecer e dizimavam a tribo. A crueldade desses abates chocaram moradores tanto da província quanto do país, que saíram em defesa das tribos. A maneira encontrada para minorar esse choque era promover a pacificação dos selvagens.

As tentativas de pacificação ocorreram a partir de 1907, mas apenas em 1912, com a criação de uma reserva em uma área de 30 mil hectares nos arredores de Ibirama , é que ações objetivas nesse sentido foram tomadas. No entanto, essa aproximação resultou no aculturamento dos índios Xokleng e no extermínio em decorrência das doenças dos branco.

A fundação

As terras onde hoje está localizada a cidade de Jaraguá do Sul foram dadas, juntamente com outra porção do norte catarinense, ao conde d´Eu como dote pelos seu casamento com a princesa Isabel, filha de dom Pedro II. O conde então solicitou ao seu amigo Emílio Carlos Jourdan, engenheiro e coronel honorário do Exército Brasileiro, que demarcasse o local.

Encantado com a beleza da terra, Emílio Carlos Jourdan requereu a posse de de uma parte dela, onde fez uma plantação de cana e construiu um engenho. Como o rio e o morro Jaraguá já eram conhecidos, Jourdan nomeou suas terras de “Estabelecimento Jaraguá”. Embora não se saiba a data certa em que isso aconteceu, foi decidido o dia 25 de julho de 1876 como data da fundação da cidade.

Por essa época, a região fazia parte de São Francisco do Sul e, posteriormente, a Paraty, conhecida atualmente como Araquari. Com a emancipação de Paraty, Jaraguá passou a ser posse de Joinville, sendo reanexada a Paraty. Em 1898, já com um Distrito Policial, um Distrito de Paz e uma Intendência Distrital, voltou a fazer parte de Joinville, agora como 2º Distrito.

Em 1934, o Decreto nº 565 de 26 de março elevou o distrito à categoria de Município. Os limites incluíam o território do atual município de Corupá desmembrado 24 anos depois.

Como em Goiás existia uma cidade mais antiga com o nome de Jaraguá, o Decreto-Lei estadual nº 941 de 31 de dezembro de 1943 modificou o nome da cidade para Jaraguá do Sul.

A colonização

Alguns fatos colaboraram para a colonização européia em Santa Catarina no século XIX. Entre eles, a forte campanha abolicionista, que fez com que o Governo Imperial desse preferência à mão de obra livre branca em detrimento à escrava negra.

Um nome de destaque foi o de Johan Jacob Sturz. Tendo sido Cônsul Geral do Imperial Governo Brasileiro na Prússia, Sturz estava bem informado sobre os desajustes sociais vigentes na Europa e na possibilidade de imigração alemã para a América. Assim, foi nomeado como representande do Brasil na Prússia para levar a cabo o projeto de a mão de obra escrava no País.

O próximo passo foi dado em 1850 pelo Presidente da Província, João José Coutinho, ao aprovar a Sociedade Colonizadora de Hamburgo, que já tinha adquirido 8 léguas na colônia Dona Francisca, atual Joinville. Ali foram assentados os colonizadores alemães, polacos e suíços que deram origem à cidade. Destes, alguns polacos e muitos alemães compraram lotes em Jaraguá do Sul, vendidos pelo próprio Emílio Carlos Jourdan.

Jaraguá do Sul também recebeu famílias húngaras e italianas que entraram no País via Rio Grande do Sul o os 54 escravos que vieram para trabalhar com Emílío Carlos Jourdan deram origem à comunidade negra da cidade.

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