A Colonização
No século passado, a Cia. Colonizadora com sede
em Hamburgo, mesmo não mais possuindo terras
na região da, então, Colônia Dona
Francisca (hoje Joinville), continuava a embarcar colonos
para a região.
O número de alojados no rancho da Companhia aqui
no Brasil aumentava sem que houvesse terras para eles.
Em 1873, um pequeno grupo de homens subiu a Serra Geral
a pé em direção ao planalto, com
mantimentos e ferramentas no lombo de mulas. Após
dois dias de caminhada, chegaram às margens do
Riacho São Bento. Ali construíram o primeiro
rancho e de lá partiram para abrir os primeiros
caminhos na mata, sempre ao longo do riacho São
Bento.
Os primeiros habitantes
Áustria, Bavária, Prússia, Polônia,
Saxônia, Tchecoslováquia e mesmo o Brasil
eram os países de origem dos primeiros habitantes.
Enfrentaram uma realidade dura: mata virgem, floresta
densa, povoada por inúmeros animais e pássaros.
Foi preciso muita coragem e vontade de trabalhar para
construir aqui uma réplica, ao menos parecida
com a pátria que deixaram.
Trouxeram sua história, usos, lembranças,
língua e saudade. Cultivavam os campos e a cultura
expressada na música, literatura, no teatro.
Um misto de lembrança e determinação
de vencer compensava as imensas dificuldades.
A madeira, o futuro
São Bento do Sul descobriu na transformação
da madeira sua vocação. No início
a madeira da floresta moldou ranchos, cercas e vendas.
Antes das indústrias vieram as serrarias, carpintarias,
barricarias, tamancarias e marcenarias. As rodas d'água
e tração animal moviam serras furadeiras
e tupias.
Da imbuía, do pinheiro e da canela eram produzidos
móveis, cabos de ferramentas, equipamentos para
agricultura e carroças. Da iniciativa do pequeno
agricultor em montar sua fábrica artesanal, São
Bento do Sul começou a delinear seu futuro. Hoje,
com 131 anos de fundação, o município
é a Capital Nacional dos Móveis e se destaca
nos setores cerâmico, plástico, metalúrgico,
fiação e tecelagem.
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