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| De 01 de janeiro de 2005 à 31 de
dezembro de 2008 |
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Mapa |
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A Fundação
de Caraguatatuba tem suas origens nos anos de 1653/1654,
quando João Blau, capitão-governador da
Capitania de Nossa Senhora de Itanhaém (1653-1656)
da qual era donatário a Condessa de Vimieiro,
fundou a Vila de Santo Antonio de Caraguatatuba. Não
conhecendo de sua longa existência, por volta
de 1770, o governador da Capitania de São Paulo,
determinou ao comandante do destacamento da Vila de
São Sebastião que fizesse erigir uma povoação
na paragem chamada Caraguatatuba, juntando para ela
todos os moradores que pudesse, delineando o lugar para
a Casa de Câmara, cadeias e mais edifícios
públicos, visto que já existia a Igreja
para a exaltação a Santo Antonio.
Em 1806, graças a uma correição
pelas Vilas Marinhas e a dar-se crédito ao
administrador da Capela, a Vila de Santo Antonio de
Caraguatatuba ficou conhecida como "Vila que
Desertou", mudando-se seus moradores para outros
lugares. Após a correição, a
Vila não só ressurgiu como progrediu,
tornando-se freguesia pela Lei n° 336, de 16 de
março de 1847, elevada à categoria de
município com a promulgação da
Lei n° 581, de 20 de abril de 1857. O município
foi instalado em 23 de novembro de 1857. Em 30 de
novembro de 1947, através da Lei n° 38,
Caraguatatuba foi elevada à categoria de Estância
Balneária. A Comarca foi criada em 1959 pela
Lei n° 5.282 e instalada em 23 de setembro de
1.965.
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Alguns autores,
ensinavam que os indígenas Tamoios que viviam
no Litoral Norte, assim denominavam CARAGUATATUBA por
que a planta bromeliácea CARAGUATÁ, também
conhecida por Pita, abundante na região. fazendo
surgir "CARAGUATÁ" e "TUBA"
que significa grande quantidade. Todavia, conforme o
ensinamento de JOÃO MENDES DE ALMEIDA, o nome
CARAGUATATUBA é corruptela de CURA-GUAT-ATYBO,
que significa " Enseada de Altos e Baixos",
por ser dita e apresentar enseada em muitos lugares,
parcéis e cômoros de areia. |
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Abrigando famílias de estrangeiros
instaladas em casas de alvenaria, dentro de uma Área
inicial de 4.020 alqueires, a Fazenda de São
Sebastião era conhecida por Fazenda dos Ingleses.
Em 1927, a Fazenda dos Ingleses provocou mudanças
no quadro geral da situação de Caraguatatuba.
Sob certos aspectos essas mudanças foram por
ela mesmo administradas; sob outros, foram por elas
provocadas:
• Aumento significativo da
População do município
• Especialização da mão-de-obra
na agricultura
• Aumento representativo da atividade artesanal
comercial
• Incremento do Comércio dentro e fora
da região
• ExpanSão dos meios de comunicação
rapidamente
• Respeitável aumento da Receita Pública
Municipal, Estadual e Federal
Para seu divertimento, os ingleses
construíram quadras de tênis, campos
de golfe e pólo. Também jogavam cricket.
No campo de futebol chegaram a disputar campeonatos
com 30 times. Jogavam pingue-pongue e assistiam documentários
no cinema da fazenda.
A Fazenda dos Ingleses foi o principal
fator de desenvolvimento da cidade até a chegada
dos turistas. Era uma das três maiores do gênero
na América do Sul. Uma via férrea interna,
que chegou a ter 120 quilômetros de extenSão,
transportava as frutas para o porto, no Rio Juqueriquerê,
onde havia um cais de 100 metros. Dalí, os
produtos, principalmente bananas, seguiam para os
navios atracados no canal de São Sebastião,
de onde iam para Londres.
Por volta de 1946, no final da II
Guerra Mundial, a fazenda retomou a produção
de cítricos, voltando ao mercado inglês
e sobreviveu por mais 20 anos dessa cultura, apesar
da decadência paulatina. Com a catástrofe
de 1967, metade da fazenda ficou debaixo da lama.
A retomada das atividades só ocorreu na década
de 90, quando a Pecuária Serramar instalou
um projeto pecuário de alta tecnologia no mesmo
local, ainda em atividade.
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Caraguatatuba ficou
mundialmente conhecida pela dramática catástrofe
ocorrida em 18 de março de 1967, quando uma tempestade
de poucas horas provocou centenas de deslizamentos nas
vertentes escarpadas da Serra do Mar. A serra avançou
sobre Caraguatatuba despejando milhares de toneladas
de lama e Vegetação. Mais de duas décadas
após a maior tragédia já ocorrida
no Litoral Norte Paulista, Caraguatatuba recuperou-se
e cresceu. A dor deu lugar ao esforço de reconstrução,
os turistas retornaram, a vida voltou ao seu curso normal.
A cidade é hoje o centro mais
populoso e importante comercialmente em todo Litoral
Norte. Apesar dos desentendimentos entre os políticos,
o povo de Caraguatatuba realizou um esforço de
reconstrução e marketing turístico.
Um bom exemplo é o texto publicado pelo jornal
"Folha de São Paulo" em 2 de fevereiro
de 1968: "Caraguatatuba volta a sorrir. A cidade
já esqueceu a catástrofe do ano passado
e experimenta nesta temporada, um movimento desusado
de turistas, superando até mesmo as espectativas
dos mais otimistas hoteleiros e comerciantes". |
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