Em meados do século
XVII alguns homens provenientes de Taubaté e
São Paulo desceram o Rio Paraitinga, detendo-se
no local onde este rio encontra o Rio Paraibuna; embrenharam-se
na mata parando numa clareira 2 Km adiante. No local
fixaram-se, construindo uma cabana e em homenagem ao
Santo do dia fizeram uma capela. Era o dia 13 de Junho,
dia de Santo Antônio.
Em pouco tempo surgiu junto a capela algumas cabanas,
pequenas roças e as pessoas foram chegando,
dando início a uma povoação já
denominada Santo Antônio da Barra de Paraibuna.
Assim ficou dezenas de anos, com poucas pessoas e
sendo um ponto de pouso para os passantes que iam
e vinham do Litoral Norte, com destino a província
de São Paulo.
Somente em 03 de Junho de 1773, o Capitão
Geral de São Paulo, D. Luiz Antônio de
Souza resolveu, através de uma ordem, determinar
que Manoel Antônio de Carvalho fosse para o
lugar e assumisse a administração e
a direção da povoação.
O mesmo documento determina ainda que os "foros,
vadios e vagabundos, sem domicílios certos
e sem utilidade para a República fossem habitar
as ditas terras de Paraibuna".
A notícia de que os vadios e vagabundos seriam
obrigados a se dirigirem para a vila, causou alarme
entre os moradores que conseguiram, em 1775, a revogação
da tal ordem com a conseqüente concesSão
da Carta de Sesmaria. Esta carta, pode ser considerada
o marco fundador da vila, pois tornava proprietários
de terras, onde se ergue a cidade de Paraibuna, os
senhores: João Simões Tavares, Manuel
Garcia Rosa, Manuel Motta e José Pereira. Os
quatro sócios receberam "uma légua
de terras em quadra" com o direito de fazerem
delas o que bem entenderem, respeitando a Lei Foral
Sesmaria.
Mas somente em 1812, no dia 07 de Dezembro, o Príncipe
Regente cria pôr alvará a freguesia de
Santo Antônio de Paraibuna, com a construção
de uma capela e nomeação de um pároco.
A primeira missa foi então celebrada em 13
de Junho de 1815, pelo vigário Padre Modesto
Antônio Coelho Neto. Em 10 de Julho de 1832
a freguesia passa à condição
de Vila, e, em 1833 é realizada a primeira
eleição para a Câmara Municipal.
Devido a fatos políticos em que pessoas de
Paraibuna, apoiaram a revolução de 1842,
exigindo a república, somente em 30 de Abril
de 1857, através da Lei n.º 595, o governador
elevou Paraibuna a categoria de cidade. Em 30 de Março
de 1858, através da Lei n.º 16, foi elevada
a Comarca.
O município de Paraibuna, sofreu forte influência
do ciclo do café no Vale do Paraíba
(1830-1870) tendo uma expanSão da Área
rural, construindo grandes fazendas cafeeiras e casas
suntuosas no centro da cidade. Para se ter uma idéia,
em 1835, a Vila de Paraibuna já registrava
cerca de 34 fazendas de cultivo do café e 87
sítios de culturas diversas.
Com o declínio da cultura cafeeira, em 1860
foi introduzido o algodão em muitas fazendas
de café como ponto de equilíbrio às
dificuldades que estas fazendas passavam. Assim, com
o declínio do café morreram algumas
vilas e povoados, e outras cidades adormeceram no
tempo.