No decurso de 1820,
quando neste trecho do Estado eram conhecidas poucas
vilas e mesmo estando em formação, já
havia moradores no território agora ocupado pelo
Município de Santa Branca. Esses moradores eram
brasileiros e portugueses, vindos de São Vicente
e Santo André, além de silvícolas
semi-domesticados, habitando cabanas cobertas de sapé
e entregando-se à pesca realizada no Rio Paraíba
e seus afluentes.
A família Brito de Godoy, muito poderosa e
possuidora de amplo território, estava estabelecida
à margem esquerda do Rio Paraíba.
Ao redor de suas habitações, outras
foram surgindo, até que, atendendo o pedido
de José Joaquim Nogueira, homem progressista
e ousado, o velho Domingos Brito de Godoy, resolveu
doar um trecho de suas terras, a partir do ponto em
que residia, rumo a alguns terrenos ligeiramente montanhosos,
situados em frente para servirem de patrimônio
à capela que seria construída em homenagem
a Santa Branca, da qual era devoto.
Obtidos os terrenos iniciaram-se os trabalhos de
construção do pequenino templo, com
doações conseguidas por José
Joaquim Nogueira junto aos sitiantes da região.
A existência da Capela, aliada ao favorecimento
do solo para o cultivo do café, foram os motivos
para a chegada de muitos habitantes, sendo construídas
várias casas ao redor da elevação,
onde se localiza a Igreja Matriz e a praça
municipal da cidade.
Rapidamente floresceu o povoado, pelo que, seus habitantes,
em apresentação dirigida ao Excelentíssimo
senhor Bispo Diocesano, solicitaram a previSão
de elevação para a Capela, concedida
em 22 de maio de 1832 (data concedida a Fundação
e aniversário da cidade).
A cidade de Santa Branca teve como ponto de origem
a Capela em homenagem à Santa Branca, erguida
por José Joaquim Nogueira em terras de Domingos
Brito de Godoy, situada à margem esquerda do
curso superior do Rio Paraíba (meados do século
XVIII).