O Capitão
Vieira da Cunha e João Sobrinho de Moraes alegaram
pretender povoar a região dos sertões
da Paraitinga e, por isso, receberam do Capitão
de Taubaté, Felipe Carneiro de Alcaçouva
e Souza as primeiras sesmarias concedidas a 5 de Março
de 1688. Após muitos anos o sargento-mor Manoel
Antonio de Carvalho, juiz das mediações
e sesmarias da então Vila de Guaratinguetá,
que havia explorado todo aquele sertão, apresentou
ao Governador, capitão-general D. Luis Antonio
de Souza Botelho Mourão, um requerimento em que
vários povoadores lhe pediam para fundar junto
ao Rio Paraitinga e entre Taubaté e Ubatuba,
uma nova povoação.
A 2 de Maio de 1769 essa petição foi
deferida, recebendo a povoação o nome
de São Luiz e Santo Antonio do Paraitinga,
sendo a padroeira Nossa Senhora dos Prazeres. No dia
8 de Maio de 1769 o sargento mor Manoel Antonio de
Carvalho foi nomeado fundador e governador da nova
povoação. Um incentivo do governador
geral estimulou a mudança de mais gente para
o local que foi elevado à Vila em janeiro de
1773 e instalada a 31 de março do mesmo ano.
A Vila teve rápido progresso de início,
mas depois veio a estacionar na cultura dos cereais
e só muito mais tarde se deu início
à plantação de café e
algodão. Por lei provincial, a 30 de Abril
de 1875, foi elevada à categoria de cidade
e por título de 11 de Junho de 1873 obteve
a denominação de Imperial Cidade de
São Luiz do Paraitinga.
Atualmente, o município de São Luís
do Paraitinga conserva muitos costumes seculares,
que desapareceram na grande maioria das cidades paulistas.
Arquitetura típica do século passado
- o maior acervo do estado de São Paulo - e
muitas manifestações de cultura popular.
São Luís do Paraitinga é chamada
por muitos de "Último Reduto de Caipiras"
e se mostra extremamente preocupada com as tradições,
com a manutenção de suas muitas festas
e com seus prédios coloniais. Esses casarões
não São cenários para que turistas
rendam elogios à beleza das formas e sim templos
herdados para a continuidade da História.
|