Tradicional cidade
do leste paulista desempenhou papel relevante na evolução
histórica e econômica do país. No
ciclo do ouro, foi núcleo irradiador de bandeirismo
e no segundo Reinado, durante o surto cafeeiro do Vale
do Paraíba, destacou-se como o município
paulista de maior produção de café.
Taubaté projeta-se hoje como centro industrial,
pecuarista e rizicultor, além de ter significativa
função cultural como Cidade Universitária
do Vale do Paraíba. Igrejas coloniais e antigos
solares permanecem testemunhando outras eras ao lado
de modernos edifícios.
O acervo de tradições, os hábitos
populares e as manifestações folclóricas
conservam-se ainda impregnadas das influências
do colonizador branco, do negro dos cafezais e do
ancestral indígena. O “passado”
e o “presente” em equilíbrio harmonioso
tornam Taubaté uma cidade alegre, sem austeridade,
mas, com o aspecto acolhedor das velhas cidades que
têm muito o que contar.
Entre os primeiros colonizadores da região
do Vale do Paraíba, salienta-se Jacques Félix,
morador na vila de São Paulo, que adentrou
o território valeparaibano ao longo do quartel
inicial do seiscentismo. Não sendo possível
determinar com preciSão a data da formação
do primitivo povoado de Taubaté, estudos idôneos
e competentes assinalam a Fundação do
povoado entre 1639 e princípios de 1640.
O ouvidor e alcaide-mor da Capitania de Itanhaém
Antônio Barbosa de Aguiar, por proviSão
de 05 de dezembro de 1645 elevou o povoado à
categoria de vila, tendo por orago S. Francisco das
Chagas.
A vila, sede do primeiro município formado
no trecho paulista do vale do Paraíba, foi
nos primórdios de sua Fundação
designada, preferencialmente, como vila de São
Francisco das Chagas de Taubaté.
Pela Lei de 05 de outubro de 1842, promulgada pelo
Barão de Monte Alegre, logrou alcançar
a categoria de cidade, sendo a primeira da região
a merecer essa distinção.