Primeiros Habitantes
Muitas São as evidências de que os índios
carijós pertencentes à nação
tupi-guarani foram os primeiros a povoarem este litoral.
Os sítios arqueológicos (sambaquis), descobertos
em algumas praias e terrenos de igrejas de Bombinhas,
como a de Zimbros e de Canto Grande não deixam
dúvidas. Infelizmente escavações
que nada tinham a ver com pesquisas, arruinaram alguns
desses tesouros. Sambaquis foram destruídos pela
ação inconseqüente de moradores,
por projetos imobiliários, construções
e aberturas de ruas para loteamento, comprometendo esse
patrimônio histórico e arqueológico.
Povoamento Açoriano da Região
Os primeiro colonizadores a chegarem em Santa Catarina
foram os espanhóis. No ano de 1527, Sebastião
Caboto, a serviço do rei da Espanha, atracou
na enseada de Zimbros, batizando-a de São Sebastião.
Grande parte da tripulação decidiu ficar
no Brasil espalhando-se pelo litoral catarinense.
E para comprovar a veracidade da terra descoberta, quatro
nativos brasileiros foram levados como "troféus"
para a Europa.
O governo português no intuito de garantir o seu
domínio na nova colônia decidiu enviar
uma expedição em 1711, comandada por Manoel
Gonçalves de Aguiar, que aportou na Enseada de
Garoupas (nome dado à região de Porto
Belo), com a finalidade de constatar as riquezas do
local e a possibilidade de povoamento.
Crises econômicas e terremotos nas ilhas dos Açores
e da Madeira fizeram com que o Rei D. João V,
de Portugal, em 1735 apressa-se a colonização
em nosso litoral e interior .
Como viviam os novos habitantes
Os sítios arqueológicos, localizados nas
praias, provavelmente em função da sobrevivência
através da pesca, embora também se dedicasse
à plantação de mandioca. Os imigrantes,
ao contrário, preferiram fixar-se nos morros,
onde dedicavam-se principalmente à agricultura,
o que promoveu a povoação em Áreas
do interior da península. Começaram as
primeiras plantações de feijão,
café, batata, cana de açúcar, mandioca,
frutas e ervas medicinais, a maior parte para consumo
próprio.
O Comércio era feito à base de troca de
mercadorias, com muita dificuldade. Eram necessárias
longas caminhadas pelas picadas abertas através
dos morros e tabuleiros, carregando pesados fardos sobre
os ombros, não raras vezes até o vizinho
povoado de Tijucas. O processo levava o dia inteiro,
e no retorno ainda aproveitavam para recolher lenha.
Os brasileiros descobrem Bombinhas
Na década de 1950 a beleza e a abundância
da pesca despertaram a curiosidade de turistas, inicialmente
dos municípios adjacentes, depois, de gaúchos
e paranaenses.
A partir da década de 70 verificou-se marcante
aumento populacional, o que provocou profunda transformação
na vida do balneário.
A Emancipação
O rápido crescimento populacional despertou na
comunidade o sonho da liberdade. Em 1991, a Assembléia
Legislativa aprovou uma resolução que
autorizava o plebiscito, realizado no dia 15 de março
de 1992, quando a emancipação foi aprovada
por 1.454 cidadãos, contra 75 votos desfavoráveis.
Aos 30 de março de 1992, foi oficializado o Município
de Bombinhas, pela Lei Estadual no 8.558, publicada
no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina,
número 14.414 de 1o de abril de 1992, sendo eleito
como primeiro prefeito, Manoel Marcílio dos Santos,
popularmente conhecido como Maneca.
O desenvolvimento
Em 1996, Bombinhas contabilizava 5.845 habitantes, ou
seja, 166 pessoas por quilômetro quadrado. Já
no ano de 2000 eram 8.700 habitantes, com 241 por quilômetro
quadrado, confirmando um crescimento de mais de 10%
em apenas quatro anos. Esse aumento colocava Bombinhas
na quarta posição, entre as cidades que
mais cresceram nesse período em Santa Catarina.
A População flutuante é de 60 a
80 mil habitantes (alguns que dizem chegar a 200 mil),
durante os meses de dezembro a março, quando
a cidade é invadida por veranistas e turistas.
Em Bombinhas, administração pública
e comunidade vêm realizando um trabalho conjunto
de conscientização, visando o crescimento
ordenado e um planejamento para o desenvolvimento correto
do turismo, sem comprometer a capacidade de suporte
do município, a preservação da
natureza privilegiada e a qualidade de vida dos habitantes
e da População flutuante.
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