Em 1504, o navegador
francês Binot Palmier de Gonneville aportou na
região, marcando o início da primeira
povoação catarinense e a terceira mais
antiga do país.
O veleiro L’Espoir, comandado por Binot de Gonneville,
lançou âncoras nas águas tranqüilas
da Baía da Babitonga, em 5 de janeiro de 1504.
Tinha partido do porto de Honfleur, na França,
levado pela mesma saga que trouxe iNúmeros outros
aventureiros para este lado do Atlântico, a busca
das “riquezas das Índias”. Com os
mastros e o casco avariados por fortes tempestades,
busca abrigo para efetuar os reparos necessários.
Aqui, os marinheiros franceses não apenas São
bem recebidos pelos índios carijós, chefiados
pelo cacique Arosca, como também encontram madeira
de lei nos
matos próximos, além de água potável
e víveres para o reabastecimento.
Permanecem no lugar até 3 de julho de 1504, quando
retornam para a França. No cume do mais alto
morro deixam uma cruz de madeira, marcando sua passagem
por estas terras. Ao partirem, levam junto o índio
Içá-Mirim, filho do cacique Arosca, com
a promessa de devolvê-lo após 20 luas,
depois de ensinar-lhe a arte da artilharia.
O índio nunca mais retornou à sua terra
natal, e acabou casando com uma sobrinha de Binot de
Gonneville. A vinda de Manoel Lourenço de Andrade,
em 1658, marcou o efetivo povoamento da região.
Ele chegou acompanhado de toda sua família, de
numerosos escravos, e trazendo animais e equipamentos
necessários ao desenvolvimento da agricultura
e pastoreio do gado.
Em 1660 a povoação foi elevada à
categoria de Vila e em 1665 tornou-se oficialmente Paróquia.
Nas décadas seguintes, a região foi fortemente
influenciada pela iniciativa de outros empreendedores,
com destaque para Gabriel de Lara, Domingos Francisco
Francisques e Rafael Pires Pardinho.
Hoje, a herança cultural da aventura desses pioneiros
pode ser conferida nas festas
típicas, nos costumes, na culinária, e,
principalmente, na arquitetura... Numa volta pelo centro
da cidade, é possível admirar casarões,
igrejas e monumentos – bem conservados ou restaurados
– que preservam a memória dos tempos antigos.
Origem dos Nomes
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