As primeiras notícias
sobre a Área onde hoje se situam os municípios
de Casimiro de Abreu e Rio das Ostras datam do princípio
do século XVIII, quando, de um antigo aldeamento
de índios guarulhos fundado pelo capuchinho italiano
Frei Francisco Maria de Todi, no lugar denominado "Aldeia
Velha". A ocorrência de freqüentes epidemias
naquela localidade fez com que a sede da freguesia fosse
transferida para as margens do Rio São João
de Ipucá, que já possuía núcleos
de pescadores, onde foi construída uma capela
em homenagem à Sacra Família de Jesus,
Maria e José. Anos mais tarde, foi concedida
aos frades franciscanos uma data de terras para patrimônio
da aldeia. Pouco depois, essa administração
passa às mãos dos padres seculares, que
desinteressados pelo aldeamento, promovem a disperSão
dos índios e a conseqüente extinção
do núcleo.
Por volta de 1761, o povoamento é elevado a categoria
de freguesia, sob denominação de "Sacra
Família de Ipucá". Com os freqüentes
surtos epidêmicos, foi novamente transferida a
sede da localidade para a foz do rio São João.
O desenvolvimento aí verificado determinou a
emancipação da região, feita pela
Lei provincial n.º 394, de 19 de maio de 1846,
cujo território foi desmembrado do município
de Macaé, e instalado em 15 de setembro de 1859.
O arraial de Barra de São João foi elevado
à categoria de vila, uma vez que desempenhava
função portuária de exportação
dos produtos agrícolas locais para o Rio de Janeiro.
Durante todo esse período, a estrutura econômica
municipal esteve baseada na agricultura. O isolamento
físico associado à ausência de atividades
agrícolas dinâmicas no município
foi responsável pela pequena expanSão
do núcleo, que iniciou acentuado declínio
a partir de 1888, com a libertação dos
escravos. O desajustamento da economia do município
ocasionado pela Lei Áurea deu motivo a repetidos
deslocamentos de sua sede entre Barra de São
João, assolada por surtos de malária,
e Indaiaçu (antiga denominação
da sede), sendo a mesma definitivamente fixada, em 1925,
na última localidade, que passaria a se chamar
em seguida Casimiro de Abreu, nome atribuído
a todo o município em 1938, face ser berço
e túmulo do poeta Casimiro José Marques
de Abreu.
A implantação de estrada de ferro ligando
Casimiro de Abreu à capital foi fundamental na
estruturação da cidade, originando pequeno
núcleo de Comércio junto à estação
ferroviária. A cidade de Casimiro de Abreu fica
localizada na parte oeste do município, ocupando
Áreas planas com elevações em seu
entorno, sendo banhada pelo Rio Indaiaçu. A Área
litorânea do distrito de Barra de São João,
desvalorizada em função das planícies
assoladas pela malária, sofre uma revalorização
a partir da década de 40, em função
de obras de drenagem e implantação da
rodovia Amaral Peixoto, a RJ-106. A acessibilidade propiciou
a recuperação dos antigos núcleos,
com loteamentos para fins de veraneio por classes sociais
de maior renda. Na década de 70, a construção
da BR-101, que atravessa a cidade de Casimiro de Abreu,
constituiu novo fator de desenvolvimento.
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