Inicialmente ocupado
por índios Tamoios e Goitacazes, o território
que hoje compreende o município de Rio das Ostras
(que também foi conhecido como Rio Leripe ou
Seripe),era constituído pela sesmaria concedida
pelo capitão-mor e governador do Rio de Janeiro,
Martin Corrêa de Sá, em 1º de agosto
de 1630, aos padres da Companhia de Jesus. A sesmaria
tinha como limites o rio Iriri - atual Rio das Ostras
- ao sul, e o rio dos Bagres, ao norte. Os índios
e os jesuítas deixaram suas marcas em obras como
a da antiga igreja de Nossa Senhora da Conceição,
o poço de pedras e o cemitério. Após
a expulSão dos jesuítas no ano de 1759,
a igreja foi terminada no final do século XVIII,
provavelmente pelos Beneditinos e Carmelitas.
As primeiras notícias sobre a Área onde
hoje se situam os municípios de Casimiro de Abreu
e Rio das Ostras datam do princípio do século
XVIII, quando, de uma antiga aldeia de índios,
originou-se a freguesia denominada Sacra Família
de Ipuca, em 1761. A ocorrência de freqüentes
epidemias naquela localidade fez com que a sede da freguesia
fosse transferida para a foz do Rio São João,
que já possuía núcleos de pescadores.
O desenvolvimento aí verificado determinou a
criação do município de Barra de
São João em 1846, cujo território
foi desmembrado do município de Macaé,
tendo sido o arraial de Barra de São João
elevado à categoria de vila, que desempenhava
função portuária de exportação
dos produtos agrícolas locais para o Rio de Janeiro.
Durante todo esse período, a estrutura econômica
do futuro município de Casimiro de Abreu esteve
baseada na agricultura. O isolamento físico associado
à ausência de atividades agrícolas
dinâmicas no município foi responsável
pela pequena expanSão do núcleo, que iniciou
acentuado declínio a partir de 1888, com a libertação
dos escravos. O desajustamento da economia do município
ocasionado pela Lei Áurea deu motivo a repetidos
deslocamentos de sua sede entre Barra de São
João, assolada por surtos de malária,
e Indaiaçu (antiga denominação
da sede de Casimiro de Abreu), sendo a mesma definitivamente
fixada, em 1925, na última localidade, que passaria
a se chamar em seguida Casimiro de Abreu, nome atribuído
a todo o município em 1938.
Já a localidade de Rio das Ostras, como rota
de tropeiros e comerciantes rumo a Campos e Macaé,
teve um progressivo desenvolvimento com a atividade
da pesca, que foi o sustentáculo econômico
da cidade até meados do século XX. Rio
das Ostras constitui-se em núcleo recente, da
década de 50. A construção da Rodovia
Amaral Peixoto, a expanSão turística da
Região dos Lagos e a instalação
da Petrobras foram de extrema importância para
o crescimento e desenvolvimento de Rio das Ostras, que
viu sua População crescer, até
chegar ao momento de sua emancipação político-administrativa
do município de Casimiro de Abreu, em 1992, dada
pela Lei n.º 1.894, de 10 de abril daquele ano
e instalação, em 1º de janeiro de
1993.
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