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Mangaratiba
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Um pouco de História
Prefeitura Municipal
Praça Robert Simões, 92 - Centro - Tel. (21) 3789-3084
 Prefeito:
Aarão de Moura Brito Neto
Câmara Municipal
Travessa Vivaldo Passos, s/n - Centro - Tel. (21) 2789-1440
 Vereadores:
Célio Lopes Marcos Antonio da Silva Santos
Eduardo Ferreira Jordão Nelson Luis Bertino dos Santos
Gilmar Abrahao da Silva Ruy Tavares Quintanilha
José Carlos Costa Vitor Tenório Santos
Marcelo Tenorio da Cruz  
 Período do Mandato:
De 01 de janeiro de 2005 à 31 de dezembro de 2008
Brasão e Bandeira
Brasão de Mangaratiba Bandeira de Mangaratiba
Mapa
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Proveniente da junção de duas palavras de origem indígena (“mangara” – ponta da banana e “tiba” – local onde existe abundância), a exploração do território do município verificou-se por volta de 1534, época em que foram doadas as capitanias hereditárias. A razão primordial que impediu o rápido progresso de sua colonização foi a presença dos índios tamoios, que não davam tréguas aos desbravadores, saqueando-lhes as moradias e as lavouras. Só a partir de 1619 fez o governador do Rio de Janeiro, Martim de Sá, vir de Porto Seguro índios tupiniquins já catequizados para, com os jesuítas e seu filho Salvador Corrêa de Sá e Benevides, implantar aldeamentos próximos à praia denominada São Brás. Somente em 1700, no entanto, os índios construíram uma capela dedicada ao culto de Nossa Senhora da Guia, em local onde hoje é a sede do município.

De 1764 a 1818, o território da freguesia de Mangaratiba fez parte do município de Angra dos Reis, passando a pertencer a Itaguaí com a criação desse município até 1831, quando a antiga aldeia foi elevada à categoria de vila, conquistando emancipação política através do Decreto de 11 de novembro daquele ano, com a denominação de Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba.

A exemplo do que sucedeu na quase totalidade dos municípios fluminenses, a escravatura exerceu um papel preponderante na formação econômica e social de Mangaratiba. Do esplendor daquela época restam poucas construções e algumas ruínas.

Pelo seu porto transitavam mercadorias vindas de todas as regiões do Brasil e do mundo. Do interior de São Paulo e de Minas, afluíam os gêneros e artigos a serem exportados.

Mangaratiba também beneficiou-se do surto da expanSão cafeeira como porto de escoamento da produção do Vale do Paraíba, por onde se chegava via picadas de tropeiros pela Serra do Mar, e como sede de grandes fazendas que se espraiavam até Paraty. Com o aumento da produção, tornou-se necessária a abertura de uma estrada mais larga, que foi inaugurada pelo Imperador D. Pedro II sob denominação “Estrada Imperial”.

A grande dificuldade de acesso terrestre permanente e a inauguração da Estrada de Ferro D. Pedro II, ligando o Rio de Janeiro ao Vale do Paraíba na segunda metade do
século XIX, fez com que progressivamente minguasse a atividade comercial de Mangaratiba. A abolição da escravatura extinguiu a agricultura dos latifúndios locais, resultando em quadro de total abandono.

Em 1892, a freguesia de Mangaratiba e ilhas adjacentes foram incorporadas ao então município de São João Marcos, mas readquiriu sua autonomia municipal, com a instalação dando-se no dia 17 de dezembro do mesmo ano. Em 1910, ramal de estrada de ferro oriunda de Santa Cruz chega a Itaguaí e, no ano seguinte, a Coroa Grande e Itacuruçá.

Finalmente, em 1914, festejou Mangaratiba a chegada da primeira locomotiva que a traria de volta ao cenário econômico do Estado.
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