Os primeiros sinais
de povação apareceram logo após
o descobrimento do Brasil. Com a passagem, por essas
terras, de portugueses e castelhanos, com o objetivo
de prear índios e descobrir tesouros.
Esses pequenos núcleos foram se desenvolvendo
com a mineração e tropeirismo, depois
com a agricultura, erva-mate e madeira. Por volta de
1680 iniciou-se a colonização de terras
através da distribuição de Sesmarias,
cujos proprietários, em maioria, moravam em São
Paulo e Paranaguá. Antonio Luiz Lamim, alcunhado
de Capitão Tigre, recebeu áreas na região
do Iguaçu, Campo Largo, Rio Verde e Campos Gerais.
Na Serra, ao contrário de outros fazendeiros,
o "Tigre" fixou-se no lugar chamado de Tamanduá.
Assim foi fundada a primeira povoação
de Balsa Nova, no ano de 1702. O povoado cresceu, e,
em 1709 com a construção da Capela Nossa
Senhora do Carmo, que mais tarde passaria a ser Capela
de Nossa Senhora da Conceição do Tamunduá,
passou a ter representatividade econômica. Sob
as "asas" de Tamanduá foram surgindo
e crescendo outros núcleos Serra abaixo, no Vale
do Iguaçu. Enquanto esses novos vales prosperavam,
a "Velha Tamanduá" entrava em decadência,
a partir de 1823. Rodeio Grande, Bugre, Lagoão,
São Luiz, Santo Antonio e São Caetano
formavam agora a base econômica da região
balsanovense. Rodeio era o mais progressista, mas havia
que se melhorar a travessia do Iguaçu.
Com a participação das
famílias Alvarenga, Anjos e Chaves, construiu-se
uma balsa puxada por quatro canoas. A embarcação
pouco durou sendo arrastada pelas águas. Em 1891
surgia uma nova balsa, tracionada por correntes e muito
mais segura. A partir daí esqueceu-se do "Rodeio"
e todos os moradores da região passaram a referir-se
ao lugar como Balsa Nova. Em 1938 a denominação
oficial do lugar passou a ser João Eugênio.
Em 12 de maio de 1954, por pressão popular, o
nome volta a ser, em definitivo, Balsa Nova. Em 25 de
janeiro de 1961, o então Distrito é desmembrado
de Campo Largo e torna-se o Município de Balsa
Nova. A partir daí, superada a faze de transição
administrativa, a cidade vive sua independência,
união e prosperidade.
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