Como muitas cidades
do interior, Tietê começou a surgir pelas
mãos dos bandeirantes que navegavam pelas águas
do rio que deu nome ao município, a partir do
porto de Araritaguaba, hoje Porto Feliz. Relato de historiadores
ensinam que após a Fundação de
Porto Feliz, Pirapora do Curuça (hoje Tietê)
foi uma das primeiras cidades paulistas a serem fundadas.
Ao final do século XVIII, dezenas de lavradores
- provenientes de Porto Feliz e outras localidades -
se apossaram de terrenos que margeavam o rio, atraídos
pela fertilidade do solo. Em 1788, o lugarejo já
havia crescido bastante, quando por lá passou
o dr. Lacerda de Almeida, que seguia em direção
ao Mato Grosso, transportado numa canoa. Em seu diário
de bordo registrou grande admiração pelo
elevado número de moradores no local. O primeiro
agrupamento de casas que deu origem ao povoado surgiu
na descida do morro Pito Acesso ou Santa Cruz. Aos poucos
foram se formando outros aglomerados, principalmente
nas margens do rio, numa embocadura que se constituia
o lugar preferido para a parada de canoas. Nesse lugar
se formou a rua do Porto Geral.
Contam ainda os historiadores que em 1809 habitantes
do lugarejo assinaram uma petição solicitando
ao bispo de São Paulo a vinda de um padre para
o local. O pedido, porém, só foi atendido
em agosto de 1811 com a crianção da
Santíssima Trindade de Pirapora de Curuça,
desmembrada de Porto Feliz.
Entre os fundadores da cidade estavam o alferes José
Antônio Paes, Vicente Leme do Amaral, João
de Oliveira e Pedro Vaz de Almeida. O nome de Tietê
em substituição ao de Pirapora do Curuça
surgiu em 19 de julho de 1867, com a vila sendo elevada
à condição de município
25 anos antes dessa mudança, em 1842.
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