O desbravamento
da região de Magé data dos primeiros tempos
coloniais do Brasil. Em 1565, após a expulSão
dos franceses do Rio de Janeiro, Simão da Mota
é agraciado por Mem de Sá com uma sesmaria
e edifica sua moradia no Morro da Piedade, próximo
do qual, ainda hoje, existe o porto de mesmo nome, a
poucos quilômetros da atual sede municipal.
Alguns anos depois, Simão da Mota, com outros
portugueses e iNúmeros escravos, transferiu-se
para a localidade Magepe-Mirim, de onde se originou
a atual cidade de Magé. Na época, viviam
na região índios da tribo dos tamoios,
dos quais não restam vestígios. A povoação
foi elevada à categoria de freguesia em 1696.
Próximo dali também desenvolveu-se, a
partir de 1643, a localidade de Nossa Senhora da Guia
de Pacobaíba, que foi reconhecida como freguesia
em 1755.
Devido ao esforço dos colonizadores e à
fertilidade do solo, Magepe-Mirim e Guia de Pacobaíba
gozaram de uma situação invejável
no período colonial. Tanto numa quanto noutra,
o elemento negro, introduzido em grande número,
muito contribuiu para o desenvolvimento da agricultura
e elevação do nível econômico
local. Em 1789, Magé foi elevada à categoria
de vila, obtendo, assim, sua emancipação,
em 07 de junho de 1789, e instalação,
em 12 de junho do mesmo ano, com território constituído
de terras desmembradas do município de Santana
de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive as
ilhas do arquipélago de Paquetá, na Baía
de Guanabara. No ano de 1810, foi a localidade tornada
Baronato e no ano seguinte, elevada a Viscondato. Em
1857, foram lhe atribuídos foros de cidade.
Para que se avalie a importância desse município,
durante o Segundo Império foi construída
em suas terras a primeira estrada de ferro da América
do Sul. Inaugurada em 1854, a Estrada de Ferro Mauá,
depois E.F. Príncipe Grão-Pará,
ligava as localidades de Guia de Pacobaíba e
Fragoso, numa extenSão de 14,5km.
Com a abolição da escravatura, houve considerável
êxodo dos antigos escravos, ocasionando terrível
crise econômica. Esse fato, aliado à insalubridade
da região, fez com que desaparecessem as grandes
plantações, periódicas ou permanentes.
O abandono das terras provocou a obstrução
dos rios que cortam quase toda a baixada do território
municipal, alagando-a. Daí originou-se o grassamento
da malária, que reduziu a População
local e paralisou por várias décadas o
desenvolvimento econômico da região.
Sua localização privilegiada, próxima
a cidades importantes, trouxe novo surto de desenvolvimento,
no século XX, com a implantação
de várias indústrias, especialmente as
têxteis. Em 1992, Guapimirim, então terceiro
distrito de Magé, adquire sua autonomia, com
redução expressiva do território
mageense.
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