A região de
Nova Friburgo, inicialmente conhecida como “Morro
Queimado”, fazia parte de Cantagalo. Seu desbravamento
data de meados do Século XVIII, quando os primeiros
faiscadores, subindo pelo “Sertão do Cantagalo”,
foram em busca de ouro e pedras preciosas nos iNúmeros
rios da região. Entretanto, foi o Rei D. João
VI que, ao autorizar o estabelecimento de uma colônia
de suíços neste "vasto Reino do Brasil",
em 1818, deu seu próprio nome à paróquia
que se criava e que passou a chamar-se São João
Baptista de Nova Friburgo.
A vila de Nova Friburgo foi criada em 1820, pelo Alvará
de 03 de janeiro daquele ano, com a instalação
dada em 17 de abril do mesmo ano, assentado-se cerca
de 260 famílias suíças nas Áreas
próximas à confluência dos Rios
Cônego com Santo Antônio à margem
direita do rio Bengala, onde hoje se localiza a Praça
Getúlio Vargas. Em 1824, o contingente populacional
foi reforçado com imigrantes alemães,
que se dispersaram em direção a Cantagalo.
Os colonos alemães implantaram as primeiras indústrias,
que se expandiram e transformaram a cidade em importante
centro de têxteis e vestuário. O cultivo
do café, principal riqueza no início da colonização,
trouxe a ferrovia à região em 1873.
Outros colonos, como italianos, espanhóis, libaneses,
japoneses e uma legião sem conta de migrantes
brasileiros foram atraídos para Nova Friburgo.
Os municípios da Região Serrana desenvolveram-se
apoiados basicamente em atividades rurais (cafeicultura
e pecuária leiteira), o que conferiu a Nova Friburgo,
centro urbano mais desenvolvido, a função
de pólo comercial e prestador de serviços,
inclusive no âmbito da educação
e da saúde.
Nova Friburgo foi elevada à categoria de cidade
em 1890 e, a partir de 1910, com a instalação
das fábricas YPU e ARP, a região vem somando
funções de centro industrial e universitário,
Área turística e zona de produção
rural, o que lhe permite assumir papel de pólo
regional. |