As primeiras notícias
de desbravamento da região de Petrópolis
datam de 1531, mas sua colonização se
deu com as concessões de terras, a partir de
1686. Das sucessões hereditárias e vendas
a terceiros, surgiram as Fazendas Córrego Seco,
Itamarati, Samambaia, Corrêas, Quitandinha, Velasco
e Morro Queimado.
Já no segundo decênio do século
XVIII, com a abertura do atalho do "Caminho Novo"
aberto por Bernardo Soares Proença, ligando o
Porto da Estrela com o "Sítio de Garcia
Rodrigues", atual Paraíba do Sul, mais colonos
começam a povoar a região.
D. Pedro I, que nas viagens para Minas pousava na Fazenda
de Corrêas, conhecendo as belezas e salubridade
da região, adquiriu a Fazenda do Córrego
Seco em 1830, pela quantia de vinte contos de réis,
acrescida no ano seguinte de gleba no Alto da Serra.
Com a abdicação de D. Pedro I em 1831,
essas propriedades ficaram arrendadas até 1842,
quando, após a morte de D. Pedro I, passaram
para seu filho D. Pedro II.
O levantamento de uma povoação e a construção
do palácio, hoje Museu Imperial, bem como o plano
para arrendamento e colonização das terras
foi iniciado em 1843. Nesta ocasião foram construídos
novos trechos da estrada da Serra da Estrela, sob o
comando do engenheiro alemão Júlio Frederico
Koeler. No ano seguinte, foi criado o distrito de Petrópolis,
da freguesia de São José do Rio Preto,
município de Paraíba do Sul.
Graças às facilidades concedidas por D.
Pedro II, em 1845 chegaram ao "Córrego Seco
da Serra Acima", denominação primitiva
do Alto da Serra, os primeiros grupos de colonos alemães.
A chegada desses colonos fez com que o governo adquirisse
outras duas fazendas, do Velasco e do Itamarati, e recebesse
em doação a fazenda Quitandinha, com vistas
a transformar suas terras em colônia agrícola.
Com a elevação do arraial do Porto da
Estrela à categoria de vila, em 1846 Petrópolis
passou à categoria de freguesia, com o topônimo
São Pedro de Alcântara de Petrópolis.
Em 1854, por iniciativa de Irineu Evangelista de Souza,
o Visconde de Mauá, a cidade recebeu novo impulso
com a construção da primeira estrada de
ferro brasileira, que ligava o Porto de Mauá
à Raiz da Serra. Nesta fase, o pioneirismo e
espírito vanguardista da cidade se solidificaram.
A fertilidade das terras, a excelência do clima,
a dedicação do Imperador e, mais ainda,
o espírito empreendedor dos colonos motivaram
rápido desenvolvimento da freguesia que, em 1856,
tinha mais de seis mil habitantes. O movimento de emancipação
começou a tomar vulto e, em 1857, foi criado
o município de Petrópolis, elevada à
categoria de cidade, pela Lei Provincial n.º 961,
de 29 de setembro daquele ano, sendo instalado em 27
de junho de 1859.
Em 1861, a primeira estrada de rodagem do país,
a União e Indústria, foi inaugurada ligando
Petrópolis a Juiz de Fora. Em 1883, a Estrada
de Ferro Príncipe do Grão-Pará,
mais tarde Leopoldina Railway, fez com que o primeiro
trem subisse a serra.
Com a proclamação da República,
o surto do progresso petropolitano pareceu diminuir.
Porém, a Revolta da Armada, em 1893, impossibilitando
as comunicações com a cidade de Niterói,
obrigou que o Governo Estadual mudasse a capital fluminense
para Petrópolis, situação que perdurou
até 1902.
A abertura da estrada Rio-Petrópolis, inaugurada
em 1928, a construção de rodovias interestaduais
para Bahia e Minas Gerais, fazendo passar a maior parte
do tráfego por Petrópolis, mais sua ligação
com Teresópolis, evidenciam a posição
invejável do município no panorama turístico
e industrial do Estado.
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