Quando os bandeirantes
de Jacques Félix e de Fernão Dias atingiram
as terras da Mantiqueira, a garganta do Embaú
lhes deu passagem para a vertente oposta. Neste lado,
conheceram extensa campina cortada em várias
direções por um rio que serpenteava o
vale. A bandeira ergueu ali os primeiros abrigos, semeou
os primeiros grãos e surgiram as primeiras casas.
O rio que eles atravessaram quatro vezes deu o nome
à localidade, de Passa Quatro. Era a povoação
que nascia, por volta de 1673.
Enquanto os desbravadores fundavam diversos núcleos
como ponto de apoio, outros colonizadores chegavam
à Passa Quatro, atraídos pelas noticias
do lugar. As habitações se multiplicaram,
cresceram os rebanhos de gado e as plantações
se estenderam pelo vale.
Em 1854, se Passa Quatro não assumira ainda
a maioridade, ganhou entretanto, personalidade administrativa:
é distrito, e em 1860, freguesia sob a invocação
de São Sebastião.
Foi ainda em 1884 que a estrada de ferro chegou a
Passa Quatro, ao mesmo tempo em que as relações
do termo alcançavam outras dimensões,
por via do telégrafo. Finalmente, o serviço
organizado dos correios completava os meios de comunicação
do lugar.
Quatro anos depois Passa Quatro vira município
e já conta com escola primária e todos
aqueles benefícios que fazem da terra, um lugar
de eleição.
No fim do século XIX, surgiram em Minas Gerais,
à feição de conhecidos balneários
da França, as primeiras fontes de águas
termais, determinando o futuro de extensa região
dita de águas quentes. Passa Quatro entrou
para o contexto das fontes de águas termais,
após estudos realizados em 1941 em laboratórios
do Departamento de Produção Mineral.
Considerado novo Distrito Termal do Estado, cresceu
de importância no quadro hidrológico
e turístico do país.