A cidade de Mendes
tem origem em um simples rancho para pouso de tropas,
erguido às margens do “Caminho Novo do
Tinguá”, num atalho que ligava a aldeia
de Valença com a cidade do Rio de Janeiro. O
pequeno aglomerado, de temperatura
agradável e solo fértil, começou
lentamente a se desenvolver graças à constante
circulação de tropeiros.
Suas primeiras e rústicas construções
foram levantadas por volta de 1820, ainda na fase inicial
do ciclo do café. A cidade teve, originalmente,
características de núcleo de apoio às
atividades rurais. A ocupação das terras
teve início com a Fazenda Santa Cruz, de propriedade
do Barão de Santa Cruz, transferida para a família
Mendes. A fazenda cresceu e, por volta de 1850, passou
a ser conhecida por Santa Cruz dos Mendes. A partir
daí, desenvolveu-se na região o cultivo
do café.
O grande crescimento da lavoura cafeeira provocou a
vinda da ferrovia para a região. Em 1864, foi
inaugurada a estação da Estrada de Ferro
D. Pedro II. Às margens dessa ferrovia foram
sendo construídas as seguintes estações:
Mendes, Humberto Antunes, Martins Costa, Nery Ferreira
e Morsing.
Em 1889, lá se instalou a companhia de papel
Itacolomi, iniciando a fase industrial do Município,
onde depois surgiriam outras fábricas, como a
cervejaria Teutônia, a fábrica de fósforos
Serra do Mar, o frigorífico Anglo e outras. No
entanto, é com a inauguração da
iluminação elétrica, ocorrida em
12 de outubro de 1912, que o município demonstra
um potencial para o desenvolvimento. Desta forma, a
região vivenciou duas fases distintas de desenvolvimento:
a primeira ligada ao cultivo do café, no século
XIX, e a segunda, no século XX, com a implantação
das indústrias.
Mendes já foi parte de Piraí, Vassouras
e Barra do Piraí mas, graças ao seu grande
crescimento econômico, conseguiu emancipação
em 1952, por força da Lei n.º 1.559, de
11 de julho daquele ano, e foi definitivamente instalado
em 11 de janeiro de 1953.
A cidade situa-se após a escarpa da Serra do
Mar, na borda do planalto fluminense. |