Originário
de Vassouras, a evolução histórica
de Paty do Alferes acha-se ligada à daquele município
e à expanSão da cultura cafeeira no vale
fluminense do Rio Paraíba do Sul.
A penetração na Área do atual município
de Paty do Alferes teve origem nas primeiras explorações
que visavam transpor a Serra do Mar, com a abertura
do Caminho Novo do Tinguá no século XVII.
Os tropeiros que subiam o Rio das Mortes, em direção
a Sacra Família do Tinguá, fixaram o ponto
de passagem em pequena várzea. O sertanista Garcia
Rodrigues Paes se deparou com as terras do Alferes Leonardo
Cardoso da Silva, no "Sertão Bravio da Serra
Acima". Conhecidas na época como "Roça
do Alferes", nelas havia grande quantidade de patis-palmeiras
de pequeno porte. Daí o nome atual.
A cidade ostentou o nome de Freguesia de Nossa Senhora
da Conceição do Alferes, denominação
da capela de propriedade de um outro alferes, onde foi
rezada a primeira missa em 1739. Somente em 1820 é
que foi fundada a vila de Paty do Alferes pelo Rei de
Portugal, D. João VI, com a conseqüente
emancipação, dada por Alvará de
04 de setembro daquele ano.
Em 1739, já existiam na região propriedades
como as fazendas Pau Grande, Manga Larga, do Governo
e da Freguesia, onde hoje se situa a localidade de Arcozelo.
As lavouras de café expandiram-se por toda região,
constituindo-se em fator de progresso e acentuada dinamização
da economia local. Esse surto de desenvolvimento motivou
a criação da freguesia de Nossa Senhora
de Vassouras, em 1837, tendo como sede a vila de Vassouras
que, em 1857, foi transformada em cidade e sede do município.
Nesse período ali viveu o líder negro
de escravos Manoel Congo. Ele reuniu sob sua liderança
escravos amotinados fugitivos de diversas fazendas da
região, tendo sido preso e enforcado em 1839.
Durante um século e meio, Paty do Alferes permaneceu
como distrito de Vassouras, até 1º de janeiro
de 1989, quando o município foi instalado, em
função da edição da Lei
n.º 1.254, de 15 de dezembro de 1987. |