O desbravamento
da região de Rio das Flores se efetuou com as
correntes de faiscadores que utilizavam o Rio Paraíba
como via de acesso às Minas Gerais. Registrase,
desse modo, o conhecimento de seu território
desde a segunda metade do século XVII.
A colonização efetiva, no entanto, realizou-se
durante o século XIX, através da expanSão
agrícola, destacando-se o café como principal
produto. A procura de terras
férteis para essa cultura levou os primeiros
grupos de colonizadores a alcançarem a Área
de Rio das Flores. O núcleo inicial constituiu-se
na pequena capela dedicada a Santa Teresa, subordinada
à vila de Valença e, no ano de 1855, em
virtude do aumento demográfico, foi elevado à
categoria de freguesia.
Apesar do declínio da economia cafeeira, a freguesia
de Santa Teresa conseguiu autonomia em 1890, quando
foi elevada à categoria de vila e sede do novo
município de Santa Teresa, dada através
do Decreto n.º 62, de 17 de março daquele
ano, com
instalação em 22 de abril. Embora de pequeno
porte, a localidade era suficientemente importante para
justificar a extenSão do ramal ferroviário
de Valença até sua sede, que constituiu-se
em centro secundário, articulado àquele
município, funcionando como centro de serviços
das Áreas rurais circundantes.
A categoria de cidade só foi atribuída
em 1929 e, em 1943, o município passou a se denominar
Rio das Flores. Ao longo do século XX, as lavouras
de café foram substituídas por pastagens
e a economia municipal passou por período de
estagnação. Em um primeiro momento, a
cidade refletiu a atrofia econômica, afetada pelo
êxodo rural. Embora a maioria daqueles que abandonaram
a agricultura tenham se dirigido para centros próximos
de economia mais dinâmica, como Valença
e Três Rios, uma parcela procurou se fixar na
sede municipal ou mesmo nas sedes distritais. Assim,
enquanto parte da População abandonou
a cidade em busca de melhores oportunidades, os vazios
foram sendo preenchidos pelos que provinham das zonas
rurais. |