A penetração
na Área dos atuais municípios de Vassouras,
Paty do Alferes, Miguel Pereira e Engenheiro Paulo de
Frontin teve origem nas primeiras explorações
que visavam transpor a Serra do Mar, com a abertura
do Caminho Novo do Tinguá. Os tropeiros que subiam
o Rio das Mortes, em direção a Sacra Família
do Tinguá, fixaram o ponto de passagem em pequena
várzea.
Concedida como sesmaria a Luiz Homem de Azevedo e Francisco
Rodrigues Alves, denominada "Sesmaria de Vassouras
e Rio Bonito", por volta de 1803 foram doados alguns
lotes de terra ao longo do “Caminho da Polícia”
para construção de uma capela em honra
a Nossa Senhora da Conceição. Com isso,
o núcleo original foi-se expandindo gradativamente,
culminando com a emancipação da região,
dada pelo Decreto Geral de 15 de janeiro de 1833, e
instalação em 15 de março do mesmo
ano.
As lavouras de café expandiram-se por todo o
território da vila, constituindo-se em fator
de progresso e acentuada dinamização da
economia local. Esse surto de desenvolvimento motivou
a criação da freguesia de Nossa Senhora
de Vassouras, em 1837, tendo como sede a vila de Vassouras
que, em 1857, foi transformada em cidade e sede do município.
Vassouras foi o centro urbano de maior projeção
no Vale do Paraíba durante o ciclo cafeeiro,
sendo inclusive conhecida como "Terra dos Barões".
Foram erguidos casarões, palacetes, hotéis
e um teatro; a vida social era intensa, as fazendas
eram ampliadas e reformadas para garantir conforto aos
ilustres visitantes que chegavam da Corte. Entretanto,
a abolição dos escravos, a proclamação
da República e o fim do ciclo do café,
levam à região decadência econômica
e política. O cultivo do café é
gradativamente substituído pela atividade agro-pastoril.
O município sofreu drásticas alterações
em seu espaço territorial original, com o desmembramento
de Miguel Pereira, em 1955; Engenheiro Paulo de Frontin,
em 1958, e Paty do Alferes, em 1989.
A implantação da sede obedeceu a padrões
característicos do período do café,
com ocupação diversificada entre zonas
altas e baixas, cujo pólo central é a
praça de grandes dimensões que abriga
a igreja matriz.
O adensamento e a expanSão no decorrer do século
XX obedeceram aproximadamente ao modelo original, embora
alguns exemplos arquitetônicos do ciclo do café
tenham sido irremediavelmente perdidos. A única
alteração digna de nota foi o deslocamento
do centro de polarização da praça
da matriz para a Área comercial que se desenvolveu
no perímetro do terminal rodoviário. |